Last Updated on 30 de setembro de 2020 by Wine Fun
Uma das coisas boas do mundo do vinho é que não faltam alternativas. Por exemplo, eu já fui um grande apreciador de Chianti Classico e, por expandir meus interesses, acabei deixando de beber este tipo de vinho, me concentrando mais naqueles que realmente conquistam meu coração, ou mesmo provando coisas novas. E como foi interessante revisitar o passado, abrindo este vinho de um produtor de grande escala (algo que tenho evitado atualmente), como Antinori.
A safra de 1997 foi espetacular na Toscana, o que garante uma longevidade incrível à Sangiovese, que é constantemente criticada por não envelhecer bem. Pois bem, este é um exemplo de um vinho de 23 anos que conseguiu manter seu vigor e ganhou muito com o tempo. Não é um Brunello, mas não estava distante.
Degustando
No visual apresentou uma coloração granada, porém bem concentrado. O olfativo se mostrou bastante complexo, ainda com boa presença de fruta, lembrando ameixa seca e figo, mas dominado por aromas terciários, como fumo, couro, chocolate amargo e funghi.
Na boca, acidez muito bem definida, taninos ainda presentes – mas completamente integrados, e bom corpo. Um vinho muito agradável, que mostra que o tempo pode corrigir algumas arestas, mesmo para produtores de grande escala.
| Nome do Vinho | Chianti Classico Riserva |
| Safra | 1997 |
| Produtor | Marchesi Antinori |
| Enólogo | Renzo Cotarella |
| Uvas | Sangiovese (90%), Cabernet Sauvignon (10%) |
| Graduação Alcoólica | 13,5% |
| Região | San Casciano (Toscana) |
| Denominação | Chianti Classico |
| País | Itália |
| Agricultura | Convencional |
| Vinificação | Convencional |