Vinhos de prestígio estão cada dia mais caros no mercado internacional. E isso vem atraindo um número crescente de quadrilhas de falsificadores, que conseguem obter lucros elevados com a pirataria destes vinhos. Após a descoberta de uma quadrilha especializada em venda de vinhos falsos pela internet, agora a polícia italiana revelou um esquema de falsificação de um dos principais vinhos do país: Sassicaia.
Em uma operação denominada Bad Tuscan, a Guarda de Finanças de Florença prendeu duas pessoas, e outras onze estão sob investigação. Eles são responsáveis, segundo os investigadores, pela produção e distribuição de garrafas falsas deste ícone italiano. As estimativas iniciais apontam uma produção de 700 caixas de vinho falsificado por mês, totalizando 4.200 garrafas.
Considerando que cada caixa era vendida na faixa de € 500 a 600 (contra um valor entre € 1.500 e 2.400 para os vinhos originais), a receita líquida ficaria em torno de € 400.000 ao mês. De acordo com a investigação, vários clientes, em particular coreanos, chineses e russos, já haviam feito pedidos para mais de mil caixas.
Profissionalismo e má sorte
As investigações indicam que o vinho dentro das garrafas falsificadas seria originário da Sicília, enquanto as garrafas vieram da Turquia e a produção de rótulos, tampas, caixas e papel de tecido foi centrada na Bulgária. Durante a investigação, que durou mais de um ano, cerca de 80.000 peças falsificadas foram apreendidas, incluindo rótulos, garrafas e caixas de madeira, que poderiam ser usadas para embalar cerca de 1.100 caixas do vinho Sassicaia 2015.
A qualidade da falsificação era de ótima qualidade, incluindo selos e marcas holográficas. Os fraudadores, porém, não contavam com a combinação de um pequeno descuido e má sorte. Segundo a polícia italiana, a investigação começou após uma caixa de Sassicaia ter sido encontrada em uma estrada, possivelmente tendo caído de um caminhão. E nesta caixa foram encontrados dois números de telefone, que proporcionaram às autoridades pistas importantes.
Fontes: La Repubblica; Wine News
Imagem: Guarda de Finanças de Florença