Encontrar um tesouro perdido, tipo aquele que piratas enterraram em uma praia distante, é um sonho que muita gente cultiva desde a infância. Mas e se este tesouro fosse uma imensa de coleção de vinhos espetaculares, daqueles que somente a nobreza ou os mais poderosos podem comprar?
Ficção ou realidade? Durante a Segunda Guerra Mundial, o ditador soviético Joseph Stalin temia que a invasão alemã da União Soviética atingisse Moscou, São Petersburgo e outras cidades importantes. Como prevenção, providenciou que muitas riquezas do país fossem espalhadas em lugares distantes. E dentre elas estaria uma magnífica adega de vinhos, que teria pertencido ao czar Nicolau II.
Australiano relata a aventura
Sydney, Austrália, 1988. John Baker, um reconhecido comprador de grandes adegas, recebe um fax de um parceiro de negócios da Geórgia, contendo uma extensa lista de vinhos e uma pergunta: interessado? Assim começa a narrativa do livro que Baker lançou esta semana na Austrália, chamado Stalin’s Wine Cellar (em uma tradução para o português, “A Adega de Stalin”).
A lista era um verdadeiro tesouro, incluindo várias garrafas de vinhos de grandes produtores. Muitos exemplares dos principais château de Bordeaux, como Latour, Margaux e Mouton Rothschild, além de uma coleção de 217 garrafas de Château d’Yquem, de 1854 até 1940.
Ficção ou realidade?
Baker afirma que não só viu e fez um inventário dos vinhos, mas foi capaz de obter uma garrafa de Château d’Yquem da década de 1870. Ele a teria levado para a vinícola francesa, onde foi provada pela enóloga do Château, Sandrine Garbay, que teria afirmado que “definitivamente é um Yquem”.
Porém, ele teria sido impedido de retirar os vinhos da Geórgia e o destino deles até agora é incerto. Segundo ele, interesses poderosos evitaram que isso ocorresse, sempre lembrando que foi exatamente na Georgia que Stalin nasceu. E este local seria relativamente próximo ao que ele afirma onde estariam armazenadas as garrafas.