A safra 2008 foi difícil tanto em Barolo como Barbaresco, ao mesmo no que diz respeito à quantidade produzida. Chuvas intensas na primavera levaram a problemas de míldio e oídio, resultando em perdas de 15% em relação à safra anterior. Do ponto de vista da qualidade, porém, o cenário foi diferente. Foram vinhos classudos, com taninos de alta qualidade e excelente potencial de guarda.
O Barbaresco Quarantadue 2008 teve origem em vinhas relativamente novas (cerca de 15 anos de idade), provenientes de Neive. Na vinificação, após colheita manual, as uvas passaram por fermentação em tanque de inox, com temperaturas controladas e maceração de 13 dias. O vinho fez estágio de 24 meses em botti de carvalho da Eslavônia, seguido por mais seis meses em garrafa antes do lançamento.
Degustando
Um Barbaresco Classico que faz jus à tradição desta região, com muita tipicidade e equilíbrio. No visual, mostrou coloração granada de concentração média, com um nariz combinado notas primárias com aromas já mais terciários. Destaque para a presença de frutas vermelhas (sobretudo cereja amarena) compartilhando o olfativo com toques de tabaco, folhas secas, cedro e sottobosco.
No palato, um Nebbiolo de alta acidez, corpo médio a alto e taninos presentes, porém finos e já plenamente integrados. Se mostrou um Barbaresco de boa complexidade e profundidade, no ápice da sua curva de evolução, com a fruta desempenhando um papel central, sem excessos. Final longo e marcado por notas de tabaco e leve toque terroso. Alguns dos vinhos de Massimo Rattalino têm disponibilidade no mercado brasileiro, mas não consegui identificar quem é o importador. Na Europa, esta cuvée custa cerca de € 30.
| Nome do Vinho | Barbaresco Quarantadue |
| Safra | 2008 |
| Produtor | Massimo Rattalino |
| Enólogo | Massimo Rattalino |
| Uva | Nebbiolo |
| Solo | Argilo-Calcário |
| Graduação Alcoólica | 14,5% |
| Sede da Vinícola | Barbaresco (Piemonte) |
| Denominação | Barbaresco |
| País | Itália |
| Agricultura | Convencional |
| Vinificação | Convencional |