Last Updated on 12 de agosto de 2020 by Wine Fun
Desfrutar de um bom vinho é um hábito caro no Brasil. A combinação entre uma carga de impostos abusiva, excesso de intermediários, altos custos de transporte, margens de lucro elevadas e um real que perdeu muito valor em relação ao dólar faz do Brasil um país complicado para quem gosta de vinhos.
E a percepção foi confirmada por um estudo sobre o mercado de luxo publicado pelo banco suíço Julius Baer. Foram comparados os preços de diversos produtos e serviços em 28 diferentes cidades ao redor do mundo. Foram 20 categorias distintas, sendo que vinhos finos é uma delas.
Rio de Janeiro como a cidade mais cara
A única cidade brasileira (e sul-americana) que aparece no grupo de cidades é o Rio de Janeiro e, infelizmente, surge já no topo da lista. Sim, é na Cidade Maravilhosa que o banco suíço encontrou os maiores valores para uma garrafa de 750 ml de Château Lafite Rothschild, de uma safra com pontuação acima de 95 pontos, segundo avaliação de Robert Parker.
O valor reportado no estudo é de US$ 2.252, que corresponde, na cotação atual, a cerca de R$ 12.168. Procurando este vinho nas lojas online de importadoras brasileiras, a WorldWine oferece uma garrafa da safra 2011 a R$ 12 mil, lembrando que a pontuação nesta safra foi de “apenas” 93 pontos.
Os valores praticados no Brasil, assim, ficam bem acima dos US$ 2.006 na Cidade do México ou dos US$ 1.865 pagos em Moscou. Completam a lista das cidades mais caras Manilla, nas Filipinas, e Viena, na Áustria.
E o Château Lafite mais barato?
Para quem quer comprar este Grand Cru de Bordeaux, os melhores destinos ficam na Ásia. Em Jakarta, na Indonésia, o valor fica em torno de US$ 543, seguida por Hong Kong (US$ 793) e Shanghai (US$ 913). Frankfurt e Zurique fecham a lista dos cinco locais mais vantajosos.
Embora basear toda a análise no preço de uma única garrafa de vinho possa parecer simplista, estamos falando de um produto bastante homogêneo e com distribuição global. Curiosamente, seria de se esperar que este vinho em particular fosse mais barato na Europa. Isso não se confirmou, porém, em função dos elevados impostos sobre o consumo de bebidas alcoólicas em boa parte do Velho Continente.
Fonte: Global Wealth & Lifestyle Report 2020, Julius Baer
Imagem: Marion Jeannoel do Pixabay