Confrarias: conheça os sete mandamentos para ser um confrade exemplar

Last Updated on 18 de outubro de 2020 by Wine Fun

Se o interesse por vinhos vem crescendo no Brasil, também tem aumentado a quantidade e qualidade das confrarias, uma das formas mais completas e divertidas para se aventurar no mundo do vinho. Existem vários formatos de confraria e cuidados em relação a quais vinhos trazer, mas também existe um lado muito importante: o comportamento dos confrades.

No final das contas, o sucesso e a longevidade das confrarias depende bastante das atitudes de cada confrade e de como ocorre a integração entre eles. Dividir vinhos interessantes é apenas uma parte do processo, a interação com os demais confrades é fundamental.

Já participei de uma confraria onde os vinhos eram maravilhosos, mas as dificuldades de relacionamento interpessoal acabaram abreviando sua existência. Para evitar isso, cada confrade tem que fazer sua parte. Quer ser uma confrade exemplar? Abaixo, os sete mandamentos.

Primeiro: generosidade

Para começar, o confrade deve ser generoso. Vinho é muito melhor quando compartilhado, e compartilhar implica em generosidade. Não estou falando de trazer somente vinhos caros, mas sim de entender também o que agrada não somente ao seu paladar, mas ao do grupo.

Pense da mesma forma caso estivesse recebendo amigos em casa, procure algo especial, interessante. Não é só correr na adega e pegar o que aparecer, ou deixar para a última hora e comprar algo qualquer no supermercado mais próximo.

Segundo: criatividade e inovação

Tente também ser criativo e inovador. Um dos objetivos das confrarias é provar vinhos diferentes, ter novas experiências. Particularmente me agradam confrades que buscam novas alternativas, descobrem novos vinhos e compartilham com os amigos, até para saber a percepção dos outros sobre este vinho. Muitas vezes temos nossas zonas de conforto, mas criatividade é bem vinda.

Terceiro: diligência

A próxima característica é relacionada às anteriores: entender o que está compartilhando com seus amigos, pesquisar, estudar e ser diligente. Um confrade diferenciado não é somente aquele capaz de colocar um bom vinho na mesa, mas também conhecer sobre ele, descrever este vinho, obviamente de acordo com seu conhecimento.

Quarto: engajamento

Ser também um confrade engajado faz parte da equação. Todo o grupo precisa da participação de seus membros, e uma confraria não é diferente. Quase toda confraria tem um ou dois integrantes mais ativos, mas é importante que todos participem. Vão marcar a confraria em um restaurante?

Porque não revezar a organização entre os confrades? O mesmo vale para definição da agenda, de temas e mesmo para manter atualizadas as memórias da confraria (blog, mídias sociais etc). Em geral, todos podem contribuir, não faz sentido sobrecarregar um ou mais membros com toda a logística necessária para o funcionamento da confraria. Se o prazer é de todos, as responsabilidades também são.

Quinto: saber conciliar

Pensar no grupo também é importante. Em uma determinada confraria que participei, havia um confrade que parecia estar sempre querendo puxar a sardinha para seu lado, fazer as coisas somente de acordo com o seu interesse, nem que isso significasse passar por cima do interesse do grupo.

Um bom confrade, portanto, deve ser também conciliador, não agir somente por interesse próprio e também agir de forma ativa para resolver potenciais conflitos dentro do grupo.

Sexto: pontualidade

Respeitar os demais confrades é também respeitar o tempo deles. Seja pontual, se o grupo definiu um horário para começar a degustação, procure chegar um pouco antes para que o evento aconteça como planejado. O seu tempo não vale mais que o dos demais! E seja assíduo, tente participar sempre que puder da confraria, são complicados aqueles confrades que só aparecem nos eventos mais disputados.

Sétimo: humildade e respeito

Por fim, é importante também adotar uma postura humilde e democrática. Procure respeitar o gosto dos demais confrades, já vi mais de uma vez confrades saírem de grupos por conta da reação de algumas pessoas a um ou mais vinhos que trouxeram.

Sim, deve haver um equilíbrio nas escolhas, buscando algo que agrade à maior proporção possível do grupo, mas gostos são pessoais e devem ser respeitados. Afinal de contas, conhecer novos vinhos e tentar entender como a sua percepção se compara com as dos demais são objetivos de uma confraria. Se você só se importa com o que você pensa, talvez participar de uma confraria não seja a melhor ideia para você.

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