A batalha por marcas e nomes parece cada dia ficar mais intensa do mundo do vinho. Por exemplo, é muito comum ver falsificações grosseiras de vinhos na China, onde marcas de grande penetração, como a da vinícola australiana Penfolds, são “clonadas” de forma que pode soar até humorística. Como não rir, embora o assunto seja muito sério, de vinhos rotulados como Penfunils e Benfords?
Outras disputas envolvem denominações de origem. Por exemplo, por conta da região francesa de Champagne, um pequeno vilarejo suíço, embora produza vinhos desde pelo menos 1657, não pode estampar seu nome das garrafas de vinho que produz. O problema? O vilarejo se chama Champagne, e a Justiça segue dando ganho de causa à denominação francesa.
E mais uma polêmica surgiu, quase que uma mistura dos dois exemplos acima. Esta nova disputa envolve uma tradicional região italiana e um dos países que mais vem ganhando terreno nas últimas décadas, sobretudo na elaboração de espumantes.
Brosecco?
A denominação de origem em questão é Prosecco, região italiana responsável pela elaboração de alguns dos espumantes mais populares do mundo. Se Champagne tem seu nome ligado à qualidade, Prosecco é mais bem sucedido no que diz respeito à qualidade, sendo frequentemente citado como um dos maiores sucessos comerciais recentes do mundo do vinho.
Com vendas em alta, parece que o nome serviu de “inspiração” para um produtor inglês de espumantes. Com o intuito de celebrar o Brexit, foi pedido o registro da marca Brosecco, com foco principal em espumantes produzidos no Reino Unido. Porém, embora o Reino Unido tenha deixado a União Europeia, ele ainda segue a legislação mundial sobre marcas e patentes.
Por conta disso, o consórcio da denominação Prosecco (que defende os interesses dos produtores italianos deste tipo de espumante) obteve, junto à Justiça britânica, vitória na disputa pela marca. Deste modo, a marca Brosecco não sairá do papel, ao menos no âmbito da União Europeia e do Reino Unido.
Fonte: World Trademark Review