O ano de 2020 deixou marcas para todos, sobretudo por conta dos efeitos da COVID-19. E, no mundo do vinho, não foi diferente. Embora o consumo em casa, sobretudo com compras por e-commerce, tenha crescido no mundo todo, o balanço final não foi positivo. A forte perda decorrente do fechamento de bares e restaurantes foi sentida, anulando os ganhos em outros segmentos.
A grande pergunta é determinar qual foi a intensidade do impacto. Pensando nisso, o portal italiano WineNews conduziu uma pesquisa com 35 das principais vinícolas da Itália. A questão foi específica: como foi o faturamento em 2020 na comparação com 2019, ou seja, quanto as vinícolas deixaram de vender por conta da crise.
Queda menor que o esperado
Se o resultado não foi bom, ao menos foi melhor que o esperado. Entre abril e maio de 2020, muitos produtores de vinho italianos esperavam uma queda de faturamento na faixa de 40%. O pessimismo levava em conta, sobretudo, o impacto decorrente do fechamento de bares e restaurantes e a forte queda do turismo.
Porém, os números no final do ano trouxeram ao menos um alívio parcial. A maior parte das vinícolas contatadas registram queda entre 10% e 20% nas suas receitas em 2020. O pior caso foi de uma vinícola que teve queda de 30% no seu faturamento, enquanto, entre as menos afetadas, houve quem chegasse a registrar maiores receitas, com incremento na faixa de 8%.
Vale lembrar que a safra 2020 na Itália foi considerada de ótima qualidade. Além disso, ao contrário de outros países europeus, o vinho italiano não foi alvo de tarifas adicionais nos Estados Unidos, o que teria reduzido ainda mais as exportações.
Perspectivas para 2021
Se a situação foi melhor que as previsões mais pessimistas, não faltam preocupações sobre o futuro. A primeira grande incerteza é aquela relacionada à questão da COVID-19, com todas as restrições de viagem e consumo fora de casa, apesar do início da campanha de vacinação.
Assim, para a grande maioria das empresas, as perspectivas ainda não são otimistas pelo menos no primeiro semestre de 2021. Por outro lado, muitos esperam um retorno a algo semelhante ao normal no segundo semestre do ano. Para tal, contam com uma recuperação na parte do ano quando mais sobe o faturamento, que corresponde ao verão europeu.
Fonte: WineNews