O espocar do Champagne ou espumante

Last Updated on 23 de dezembro de 2023 by Wine Fun

Publico este post para, ao mesmo tempo em que darei minha opinião sobre este tema polêmico, saudar a todos vocês que me acompanharam ao longo do ano. Espero que continuem a fazê-lo ano que vem, nos prestigiando no WineFun e me dando este prazer.

Tenham paz, saúde e prosperidade neste ano que começa daqui a alguns poucos dias, comemorem com a justa medida do bom senso, com alegria e responsabilidade. Bem, todos os que gostam de vinhos, em especial dos espumantes, já ouviram falar que o espocar da rolha, com estardalhaço e quase sempre com o jorrar do líquido devido ao gás, é de mau gosto e errado.

Liberdade para espocar?

Mas em ocasiões festivas não pode? Alguns renomados e conceituados enófilos acreditam que sim. Mas eu vejo que nem tudo o que se vê fazer com os espumantes em comemorações, quase sempre esportivas, é correto, é mais uma liturgia do que qualquer outra coisa.

Se quiserem espocar seu espumante, bem o façam, mas saibam que não é justo e nem correto este ato para com o produtor e enólogo. Eles perderam um tempo grande justamente para com todo o zelo, guardar na garrafa este gás precioso. E é ele que dá vivacidade e alegria ao vinho, e que se perde em boa parte quando se abre de qualquer maneira.

Há quem defenda que nestas ocasiões festivas o espocar não é condenável. Mas eu sou da opinião que o que está certo, o estará sempre, em qualquer ocasião. E o que não está, ou é considerado errado, ou quando muito, meio certo!

Não custa ser elegante

Polêmicas à parte, que não é minha intenção, o que custa aos consumidores de espumantes, abrirem-no sempre da maneira elegante e correta? Diz a lenda que o espocar do Champagne foi incorporado desde a época de ouro nos EUA. Nos salões mais chics, o barulho do estourar das rolhas mostrava o poder econômico de quem os servia na mesa, chamando a atenção dos outros.

Coisa muito semelhante é hoje praticada nas boites mais caras e exclusivas. O Champagne é apresentado em séquito de garçons, com velas incendiárias e música próprias. Ser elegante sempre é de bom tom, não se pode negar!

Nestas festas, degustem seu espumante preferido, vejam que sempre uso o termo degustar e não beber. A diferença é que na degustação, todos os sentidos, como o tato, visão, olfato, paladar e audição estão em alerta, de prontidão, não é só deglutir.

Feliz Ano Novo

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão conhecido como O Engenheiro Que Virou Vinho, me dedico a comentar, escrever, divulgar, dar palestras e ministrar cursos de vinhos, bebidas destiladas e a harmonização com a gastronomia. Assino dentre outras mídias o site Divino Guia www.divinoguia.com.br

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Fotos: Álvaro Cézar Galvão, arquivo pessoal

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