Quais regiões produzem os vinhos mais caros da Itália?

Como avaliar qual região italiana elabora os vinhos mais caros? Existem ao menos duas formas de obter esta informação. A primeira é simples, basta analisar os preços dos vinhos no mercado, como por exemplo, em sites de e-commerce. Porém, esta estratégia pode trazer complicações. Qual produtor escolher? Sabemos que a qualidade e reputação do produtor faz uma enorme diferença, assim também como seu volume de produção. E isso pode levar a distorções.

Vale a pena fazer uma média dos preços dos vinhos? Além de trabalhosa, leva a algumas considerações quanto à metodologia adotada. Seria uma média simples, usando o preço de todos os vinhos disponíveis? Ou uma média ponderada, levando em conta a quantidade produzida de cada vinho? Por conta de tantos fatores, talvez a melhor forma seja buscar uma fonte de informações alternativa.

No caso, ao invés de analisar o preço dos vinhos na prateleira, a alternativa mais simples é olhar para os preços de vinho a granel. Para quem não sabe, o mercado de vinhos a granel tem uma enorme profundidade ao redor do mundo, inclusive na Itália. Sim, são vinhos mais simples e com preços mais baratos que os vinhos engarrafados. Mas são, até por conta disso, facilmente comparáveis entre regiões.

As três regiões de vinhos mais caros da Itália

Às vésperas do Vinitaly deste ano, ou seja, em abril de 2024, o portal WineNews realizou pesquisa junto a diversas Câmaras de Comércio italianas e obteve as cotações de vinho a granel das últimas safras, considerando os preços para um hectolitro, ou seja, cem litros. Vale destacar que houve uma variação significativa de preços entre safras. Por exemplo, 2023 foi uma safra muito complicada na Itália, com o volume de colheita e produção despencando por contas de fatores climáticos, sobretudo excesso de chuvas.

Com base nestes dados, a publicação italiana chegou ao pódio das denominações de origem com vinhos mais caros a granel. Sem grandes surpresas, Barolo se mostrou a região mais cara. Segundo dados de 4 de abril da Câmara de Comércio de Cuneo, o vinho a granel de Barolo da safra 2020 custava entre entre € 889 e 1.212 por hectolitro, contra um intervalo entre € 911 e 990 para a safra anterior.

A região de Bolgheri veio em segundo lugar. Informações da Câmara de Comércio de Maremma e do Mar Tirreno (preços médios entre 14 de fevereiro e 13 de março) mostravam o hectolitro de Bolgheri DOC entre € 1.000 e 1.100, e de Bolgheri Superiore entre € 1.100 e 1.200. Fechando o pódio, ficou a denominação Amarone della Valpolicella, com preços entre € 1.100 e 1.150 para vinhos da safra 2021 de sua área clássica.

Grandes diferenças na mesma região

E como Barolos e Bolgheri se comparam com vinhos de outras denominações de suas respectivas regiões? Olhando para os vinhos do Piemonte, Barbaresco aparece em segundo lugar (€ 700 e 722 para as safras de 2020 e 2021), seguido pelas espumantes da Alta Langa (€ 300 a 400). Na sequência, apareceram Barbera d’Alba (€ 297 a 320 para a safra 2023), Gavi (€ 270 a 300 para a mesma safra), Barbera d’Asti Superiore (€ 220 a 280) e Moscato d’Asti (€ 175 a 185).

Já na Toscana, os Brunello di Montalcino levaram a medalha de prata, com preços entre € 850 a 1.000 para o hectolitro de vinhos da safra 2019 e entre € 850 e 950 para 2020. A seguir, vieram Rosso di Montalcino 2023 (€ 400 a 500), Nobile di Montepulciano (€ 340 a 390), Chianti Classico da mesma safra (€ 380) e Chianti (€ 125 para a safra 2022).

Fontes: WineNews

Imagem: Julius Silver via Pixabay

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