Vinho tinto, queijo e dieta equilibrada: estudo analisa receita para prevenir Alzheimer

A ciência tem avançado na identificação dos efeitos benéficos do consumo moderado de vinho para a saúde. Se o vinho, sobretudo tinto, tem um efeito na redução da incidência de doenças cardiovasculares, os benefícios vão além. Estudos recentes têm mostrado também um impacto positivo sobre a saúde intestinal.

E ter uma boa saúde intestinal pode ter consequências muitos mais profundas. Diversos estudos recentes têm encontrado uma importante relação entre ter um sistema digestivo saudável e a saúde mental. O foco fica na relação entre microbiota intestinal e o cérebro.

Queijo, cordeiro e vinho

De acordo com um estudo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, uma dieta rica em queijo e vinho pode reduzir o risco de desenvolver doenças neurodegenerativas. Entre elas, o mal de Alzheimer. Para chegar a essas conclusões, pesquisadores da Iowa State University compararam dados de 1.787 adultos de 46 a 77 anos no Reino Unido. Inicialmente, os participantes foram submetidos a um teste de inteligência específico.

Os pesquisadores também conduziram entrevistas questionando sobre estilos de vida e hábitos alimentares. Assim, procuraram saber em que ritmo as pessoas consumiam frutas e legumes, carne, peixe, cereais, pão, mas também se bebiam chá, café e álcool (vinho, cidra, cerveja, champanhe).

Buscando identificar a melhor composição de alimentos e bebidas para ajudar a prevenir estas doenças neurodegenerativas, os cientistas chegaram a um resultado. Comer queijo regularmente, consumir cordeiro uma vez por semana e beber um copo de vinho tinto todos os dias seria o melhor “coquetel” para evitar o declínio cognitivo associado à idade.

Mente sã em corpo são

Os pesquisadores descobriram que as pessoas associadas a estas dietas mostravam uma microbiota intestinal mais rica e ativa. Isso, por sua vez, reduz a possibilidade de inflamação sistêmica com amiloidose cerebral, ou seja, uma das condições costumeiramente encontradas em pacientes com doenças neurodegenerativas.

Novos estudos buscando identificar as relações entre estas variáveis vêm sendo conduzidos, na esperança de identificar a cadeia de eventos que pode ajudar na prevenção destas doenças, que afetam uma parcela crescente da população mais idosa. E se as pesquisas mostrarem que o vinho faz a diferença, o caminho para chegar saudável a uma idade mais avançada certamente será mais prazeroso.  

Fontes: Le Point; Yahoo France; Genetic Factors of Alzheimer’s Disease Modulate How Diet is Associated with Long-Term Cognitive Trajectories: A UK Biobank Study. Journal of Alzheimer’s Disease, 2020;

Imagem: Gerd Altmann via Pixabay

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *