Last Updated on 19 de dezembro de 2020 by Wine Fun
Existem várias formas de comprar vinhos. Embora a pandemia tenha aumentado muito as compras online, o papel da pessoa que te atende na compra de vinhos é fundamental. Traço sempre um paralelo entre comprar um vinho e um livro, pois, em ambos os casos, é sempre bem-vinda a opinião de quem conhece o assunto.
Mas para chegar à compra ideal, algumas perguntas já devem ter sido respondidas. Você não chega na livraria e diz “quero comprar um livro”. Para chegar à opção ideal, você tem que ajudar o vendedor a direcionar as opções. Aliás, o ideal mesmo é chegar em uma loja onde o próprio vendedor sabe fazer as perguntas certas.
Isso ainda ocorre em algumas lojas de vinhos, são os famosos “cavistes”, pessoas que conhecem bem o assunto e podem te assessorar melhor. Porém, infelizmente, a maioria das pessoas acaba muitas vezes se deparando com vendedores pouco preparados ou movidos puramente por motivações comerciais, sobretudo em grandes redes, como supermercados, por exemplo.
Cinco perguntas antes de escolher um vinho
Se a montanha não vai à Maomé, Maomé que vá à montanha. Antes de escolher um vinho, pelo menos cinco perguntas devem ser respondidas. E se a vendedor não as fizer (o que seria o ideal), tente deixar claro cinco pontos importantes, antes de levar um vinho para casa. A probabilidade de fazer a escolha certa aumenta muito.
1 – É para beber logo ou guardar?
Esta é uma pergunta fundamental. Caso queira beber logo, já deve até saber em qual circunstância quer degustar este vinho. Se ainda não souber, possivelmente está pensando em guardar para alguma ocasião futura.
2 – Como vai beber este vinho?
Esta talvez seja a pergunta mais importante, pois existe uma infinidade de vinhos, de diferentes produtores e estilos. Você vai consumir este vinho ou será um presente? Como vai ser consumido, seria na beira da piscina, na praia, em um jantar? Ou seria para harmonizar com um prato que você vai dividir com a família ou servir para os amigos? São várias perguntas, mas o mais importante é entender em que contexto este vinho será consumido.
3 – Qual o seu orçamento?
Saber até quando pode gastar é uma informação chave. Pouco adianta você querer comemorar o seu aniversário com um belo Champagne se no seu orçamento máximo é de R$ 100. Nem sempre os vinhos mais caros são os melhores, mas passar com clareza o seu orçamento é decisivo para a escolha da melhor opção que caiba no seu bolso.
4 – O que você gosta de beber?
Você tem os seus gostos e eles devem ser respeitados. Se você tem uma percepção em linha com muitos especialistas de vinhos e gosta de Riesling ou Pinot Noir, ou destoa deles e curte um Primitivo ou Pinotage, pouco importa.
Muitas de nossas escolhas são feitas com base em experiências passadas e não há motivo para que isso não seja levado em conta. Deixe claro quais são suas uvas favoritas, o estilo que mais gosta (leve, encorpado, com muita ou pouco madeira, etc). Esta informação é para lá de importante!
5 – Está disposto a experimentar?
Porém, muitas vezes também vale a pena sair da zona de conforto. Conhecer novos vinhos, estilos ou variedades é uma experiência fascinante. Tente ousar, abrir seus horizontes, principalmente se for degustar este vinho com pessoas próximas.
Mas deixe isso bem claro, você não quer correr o risco de servir algo que talvez não agrade a seus convidados e/ou em momentos especiais. Posso afirmar uma coisa: algumas das maiores surpresas positivas que tive no mundo do vinho foram quando abri a porta para degustar coisas novas, sobretudo quando quem fez a recomendação já tinha a resposta das perguntas acima.
Imagem: Scott Warman via Unsplash