Last Updated on 24 de maio de 2020 by Wine Fun
Vanessa Medin faz parte da nova geração de enólogos naturais brasileiros e está mostrando vinhos bastante interessantes, apesar da difícil safra de 2019. Dois vinhos me chamaram a atenção, um Pinot Noir e o Gamay descrito abaixo.
Produzido com uvas de viticultura convencional da Serra do Sudeste, na vinificação seguiu diversos conceitos da vinificação natural, como uso exclusivo de leveduras indígenas, zero de insumos enológicos e apenas 5 mg/L de SO2 total. Foram somente 349 garrafas, com maceração moderada, parcialmente com cacho inteiro e parte desengaçado, sem maturação em barricas.
Esse vinho não cai no grupo de Gamays simples, sobre-maduros e frutados, é de natureza mais introspectiva. Lindo tom translúcido de ruibarbo, no nariz ofereceu notas de cerejas escuras, morango, toque de ervas especiadas e uma leve presença de AV. As ervas do nariz se converteram na boca em um vinho mais austero e elegante, sem abundância de frutas. Corpo médio, com acidez vibrante e apenas um leve toque tânico, notas minerais e de terra. Para quem gosta de vinhos austeros, como eu, excelente opção.
| Nome do Vinho | Doce Liberdade |
| Safra | 2019 |
| Produtor | Vanessa Kohlrausch Medin |
| Enólogo | Vanessa Kohlrausch Medin |
| Uva | Gamay |
| Graduação Alcoólica | 11,3% |
| Região | Vale dos Vinhedos (Rio Grande do Sul) |
| País | Brasil |
| Agricultura | Convencional |
| Vinificação | Natural |