Se a eleição de Joe Biden, que toma posse como Presidente dos Estados Unidos no próximo dia 20 de janeiro, trouxe esperanças de que a guerra comercial com a União Europeia poderia encontrar uma solução, um balde de água fria foi anunciado no final de 2020. Ao invés de reduzir tarifas, os Estados Unidos expandiram o escopo de tributação sobre o vinho europeu.
Próxima da conclusão de seu mandato, a administração Trump anunciou que irá tributar uma gama mais ampla de vinhos de quatro países europeus, a partir de 12 de janeiro. Os EUA aplicarão taxas de 25% sobre vinhos destes países que excederem 14% de álcool, que anteriormente estavam isentos, de acordo com o Escritório do Representante de Comércio dos EUA. Os alvos são França, Espanha, Alemanha e Reino Unido.
Impacto sobre conhaque
O maior impacto segue sendo sobre a indústria vinícola francesa, por conta de seu maior volume de vendas aos Estados Unidos do que os demais países tributados. E, desta vez, irá atingir também os produtores de conhaque, que eram anteriormente isentos. Além de vinhos e destilados, a nova rodada de tarifas irá também incluir outros segmentos, entre eles os de peças de aviões.
A guerra comercial ganhou novas dimensões em outubro de 2019. Foi quando foi anunciada a introdução de tarifas de 25% sobre importações de vinhos da França, Espanha, Alemanha e Reino Unido. A administração Trump alegou que isso seria uma contrapartida para condições vantajosas de financiamento concedidas à fabricante de aviões Airbus, em detrimento da norte-americana Boeing. A escolha de países refletiu o fato deles sediarem fábricas da Airbus.
Fontes: Reuters; The Wall Street Journal; New York Post
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