Last Updated on 3 de março de 2021 by Wine Fun
A Quinta do Ameal é uma propriedade de cerca de 30 hectares, dos quais 15 dedicados à viticultura, com especial atenção para a variedade Loureiro. Apesar de sua área relativamente pequena, essa vinícola localizada em Ponte de Lima, no coração da denominação Vinho Verde, envolve em sua história alguns dos grandes nomes do vinho português.
Em um intervalo de menos de 30 anos, conseguiu atrair a atenção dos herdeiros de uma das grandes casas do vinho do Porto, a Ramos Pinto, e, anos depois, da Herdade do Esporão, um dos maiores produtores de vinhos não somente do Alentejo, mas também de Portugal. E, por trás deste interesse, estão vinhos de alta qualidade, elaborados a partir de uma uva por muito tempo subavaliada, mas que subiu de patamar pelos esforços de Pedro Araújo e sua equipe.
Um pouco de história
A Quinta do Ameal entrou para o mapa do mundo do vinho nos anos 1990, embora a propriedade date de 1710. Foi em 1990 que o pai de Pedro Araújo adquiriu a propriedade, no mesmo ano no qual a família vendeu o controle da Ramos Pinto para o grupo francês Louis Roederer. Mas quem deu o impulso maior para a produção de vinhos na Quinta do Ameal foi Pedro Araújo, com a primeira safra sendo elaborada em 1999 e lançada em 2000.
A ligação de Araújo com o mundo do vinho vem, sobretudo, pelo lado materno. Adriano Ramos Pinto, que fundou a empresa homônima em finais do século XIX e que ainda hoje é considerado um dos grandes nomes do vinho do Porto, era bisavô de Pedro, por parte de mãe.
Pedro montou uma equipe qualificada, com destaque para o enólogo Anselmo Mendes e passou a investir quase que exclusivamente na Loureiro. Seus vinhos chamaram a atenção, culminando com a venda da propriedade em 2019 para a Herdade do Esporão. O grupo do Alentejo, assim, expandiu seus domínios no norte de Portugal, dando sequência ao movimento iniciado com a aquisição da Quinta das Murças, no Douro, em 2008.
Agricultura e vinhedos
Considerando a expansão da área de vinhedos nos últimos anos, no total são atualmente cerca de 15 hectares de vinhedos. A Loureiro aparece como a grande estrela, com apenas pequenas parcelas dedicadas para outras variedades, como Alvarinho, Arinto e Avesso.
Os vinhedos, plantados em solos graníticos, são cultivados de acordo com os princípios da agricultura orgânica praticamente desde o início do projeto, o que coloca a Quinta do Ameal entre os pioneiros em sustentabilidade no norte de Portugal.
Vinificação e vinhos
De forma geral, as técnicas de vinificação podem ser classificadas como convencionais, embora a Quinta do Ameal busque usar técnicas mais tradicionais e menos intervencionistas na adega. Segundo informações do site da vinícola, atualmente são comercializados quatro cuvées distintos.
O carro chefe segue sendo o monovarietal de Loureiro, com uma produção de 62 mil garrafas na safra 2019. Também ganhou muito espaço nos últimos anos o cuvée Bico Amarelo (um corte de Loureiro, Alvarinho e Loureiro, também com produção anual próxima a 62 mil garrafas). Os demais são de produção mais restrita, como o Solo Único (cerca de 5.200 garrafas, elaborado a partir de uma parcela específica dos vinhedos de Loureiro) e o Escolha (com produção de aproximadamente 4.000 garrafas, este monovarietal de Loureiro tem passagem por carvalho francês).
| Nome da Vinícola | Quinta do Ameal |
| Estabelecida | 1990 |
| Website | https://www.esporao.com/pt-pt/produtos/ |
| Enólogo | José Luís Moreira da Silva |
| Uvas | Loureiro, Alvarinho, Avesso, Arinto |
| Área de Vinhedos | 15 ha |
| Região | Ponte de Lima (Portugal) |
| Denominação | Vinhos Verdes |
| País | Portugal |
| Agricultura | Orgânica |
| Vinificação | Convencional |
Fontes: Website da vinícola; Wine Spectator; Revista de Vinhos