Elaborando rosés: conheça o método de maceração curta, ou rosé de maceration

Last Updated on 14 de novembro de 2020 by Wine Fun

Um dos métodos mais utilizados para produzir vinhos rosés é através daquele chamado rosé de maceration que, no fundo, é o mesmo adotado para eleborar um vinho tinto, porém com um período de maceração menor. Ou seja, existe contato do sumo das uvas com as cascas, porém por um período mais curto.

Um diferencial importante deste método é que ele tem como objetivo principal, em linha com o método de prensa direta e ao contrário do saignée, a produção de um vinho rosé. Ou seja, as uvas que serão usadas na elaboração são colhidas nas condições ideiais para elaboração de um vinho rosé, não de um tinto, como no caso do saignée.

Como funciona

Após a colheita, as uvas, de variedades tintas, são levemente prensadas e levadas para um tanque de fermentação. Até esta parte é exatamente o mesmo método usado para a elaboração de um vinho tinto. A diferença é que, para fazer um rosé através deste método, as cascas são removidas antes que a fermentação seja concluída.

Isso faz com que o vinho seja rosé, ao invés de tinto. O contato com as cascas, chamado de maceração, pode ser de apenas algumas horas até um máximo de poucos dias. A cor resultante depende deste período e, também, de outros fatores, como variedade de uva escolhida, temperatura e duração da fermentação.

Escolha das uvas

Com a principal proposta para a maioria dos vinhos rosés é a elaboração de vinhos de muito frescor, um ponto importante é o ponto de maturação das uvas. No caso de um vinho tinto (e consequentemente em um rosé feito pelo método saignée), as uvas são colhidas, em geral, mais tarde, para garantir uma boa maturação fenólica. Deste modo, os taninos já estão mais resolvidos, evitando um desagradável toque verdeal e herbáceo nos tintos.

Já para um rosé usando a maceração mais curta, as uvas usadas geralmente trazem uma característica de maior frescor, sendo colhidas antes do final da maturação fenólica. Isso pode também significar que a maturação tecnológica também esteja em um estágio menos evoluído, o que significa menos açúcares nas uvas e, consequentemente, menos álcool nos vinhos.

Como há pouco contato com cascas e sementes, os taninos e outros componentes menos desenvolvidos são absorvidos em baixa escala pelo mosto. Isso garante, ao mesmo tempo, vinhos de ótimo frescor, porém sem as características desagradáveis descritas anteriormente.

Fontes: Vins de Provence; Wine Mag; BK Wine; Last Bottle Wines

Imagem: ArtTower via Pixabay

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