Last Updated on 24 de maio de 2020 by Wine Fun
Richard Leroy definitivamente é uma pessoa de convicções bem definidas. Deixou sua carreira como banqueiro de investimento para comprar em 1996 uma pequena propriedade de dois hectares de vinhedos em Rablay-sur-Layon, dentro da denominação Anjou, no Vale do Loire. E este foi o ponto de partida de uma das vinícolas mais cultuadas da região, que apenas produz dois vinhos disputados ferozmente, tanto pela alta qualidade como pela pequena produção.
Desde o início, Leroy optou por vinhos mais autênticos, de menor intervenção. Seus dois vinhedos (além do original, Noëls de Montbenault, adicionou um segundo, Les Rouliers, de apenas 0,7 ha) são certificados orgânicos e adotam princípios biodinâmicos. Os dois vinhos resultantes, ambos Chenin Blanc e que levam os nomes dos vinhedos, são vinificados com mínima intervenção. E ele leva esta convicção a sério: trabalhava com baixos níveis de enxofre (10mg/l) até 2010, e a partir daí resolveu cortar o sulfito completamente. E não somente cortou o sulfito na vinificação, mas deixou também de comprar barris de carvalho usados, pois alegou que o sulfito estaria impregnado na madeira, preferindo comprar barris novos e envelhece-los por conta própria.
Outra decisão corajosa foi a de abandonar a denominação de Anjou em 2008, passando a comercializar seus vinhos como Vin de France a partir de então. Seu racional foi a dificuldade de trabalhar em um sistema de classificação considerado rígido e arcaico. Se alguém busca autenticidade em um produtor, Richard Leroy é um bom nome para começar.
| Nome da Vinícola | Richard Leroy |
| Estabelecida | 1996 |
| Enólogo | Richard Leroy |
| Uva | Chenin Blanc |
| Área de Vinhedos | 2,7 ha |
| Região | Rablay-sur-Layon (Maine-et-Loire) |
| Denominação | Vin de France (anteriormente Anjou) |
| País | França |
| Agricultura | Biodinâmico |
| Vinificação | Natural |