Um produtor para olhar mais de perto. Criada em 1992, a Bodegas Vinícola Real conquistou, ao longo das últimas décadas, espaço entre os produtores de destaque da Rioja. Foi uma das vinícolas de médio porte pioneiras no uso da agricultura orgânica na região, buscando certificação para seus vinhedos desde 2000. Foi um prazer provar alguns de seus vinhos, exclusividade da Tanyno no Brasil. Neste post, foco nos vinhos tintos.
Cueva del Monge 2018, 14%
Este monovarietal de Tempranillo é o vinho de entrada da vinícola, com uvas que não atingem o patamar considerado ideal para os vinhos principais, da linha 200 Monges. Fermentação em barricas e estágio em carvalho (50% americano e 50% francês) por 14 meses, com mais 12 meses em garrafas. Um vinho correto, com olfativo marcado por aromas de frutas vermelhas e cedro. No palato, boa acidez, corpo médio, fruta presente e taninos presentes.
200 Monges Reserva 2013, 13,5%
Este corte de 85% Tempranillo, 10% Graciano e 5% Garnacha fez fermentação em tinas de carvalho Allier e passou 26 meses em barricas francesas e americanas, com mais 16 meses em garrafa. Em um patamar bastante acima do anterior, mostrou tipicidade de um Rioja moderno. Mesmo de uma safra mediana, agradou pela complexidade e equilíbrio. Olfativo floral, trazendo também frutas vermelhas e negras (sobretudo cereja, framboesa e blueberry). Na boca, um tinto de boa acidez, taninos presentes e corpo médio, mostrou toque mentolado e nota de ervas verdes.
200 Monges Seleción Especial 2010, 14%
Um monovarietal de Tempranillo que foi o ponto alto do painel, combinando estrutura, frescor e elegância, com enorme potencial de guarda. Estágio de 18 meses em barricas francesas com mais cinco anos em garrafa. Coloração púrpura, trazendo olfativo complexo, com destaque para notas de frutas negras e vermelhas (cereja) e toque de cedro, floral e eucalipto. Palato sedutor, com alta acidez, taninos finos e corpo médio, com muita vivacidade e múltiplas camadas. Um vinho de alta gama, fino e preciso, com final longo.
200 Monges Gran Reserva 2007, 14,5%
A safra 2017 ficou, para o Consejo da denominação de origem Rioja, em um patamar intermediário entre as mencionadas anteriormente (2013 e 2010). Com o mesmo blend do Reserva, fez 30 meses de estágio em carvalho, com mais nove anos em garrafas, resultou em um Rioja mais tradicional. Coloração rubi brilhante de média concentração, com olfativo marcado por aromas florais e de alcaçuz, com notas balsâmicas e de frutas vermelhas e negras. No gustativo, mais estrutura e peso de boca, com alta acidez, corpo médio, taninos intensos e notas de carvalho ainda bem presentes.