Last Updated on 25 de outubro de 2024 by Wine Fun
Muitas grandes estrelas tem um irmã desconhecida. Se a Chardonnay é uma das uvas mais cultuadas do mundo, a Romorantin é quase anônima. Resultado do cruzamento entre a Gouais Blanc e a Pinot Noir, da mesma forma que Chardonnay, a Romorantin também produz vinhos de boa qualidade.
Assim como sua “irmã”, ela também teria origem na Borgonha, porém, foi no Vale do Loire que ela ganhou evidência. A Romorantin teria sido introduzida em 1519 em Loir-et-Cher pelo rei Francisco I, que transplantou 60.000 pés da Borgonha (ou 80.000 de acordo com outras fontes) para Romorantin, perto do castelo de sua mãe, Louise de Savoie.
Características
Segundo informações da Slow Food Foundation, “esta variedade robusta da região de Sologne desenvolve cachos médios a grandes e uvas pequenas. Muitas vezes é descrita como uma tinta disfarçada de branca, por causa dos taninos em sua casca. Além disso, se adapta a uma maceração mais longa, como uma uva tinta.
É equilibrada na boca, pode ser colhida tarde, e tem aromas de flores brancas, mel, acácia, ameixas, damascos ou pêssegos. Os vinhos produzidos a partir dela tem potencial de bom envelhecimento.” E assim como sua vizinha do Vale do Loire, a Chenin Blanc, a Romorantin pode fazer vinhos secos, demi-sec ou moelleux.
Concentração no Loire e denominação
Apesar destas qualidades, a Romorantin é autorizada somente na denominação de origem Cour-Cheverny, no Vale do Loire, na França, com cerca de 60 hectares plantados. No entanto, com a maior visibilidade dos vinhos de pequenos produtores nos últimos anos, ela tem ganhado uma crescente legião de admiradores.
Fontes: International List of Vine Varieties and Their Synonyms, OIV; Vitis International Variety Catalogue, VIVC; Historical Genetics: The Parentage of Chardonnay, Gamay, and Other Wine Grapes of Northeastern France – John Bowers, Jean-Michel Boursiquot, Patrice This, Kieu Chu, Henrik Johansson, Carole Meredith (1999); Slow Food Foundation