Sustentabilidade e vinhos: região do Alto Adige anuncia agenda para 2030

Sustentabilidade é um conceito que tem ganho cada dia mais importância, e no mundo do vinho, não poderia ser diferente. Diversas regiões vinícolas têm adotado medidas para buscar maior sustentabilidade em todas as atividades relacionadas ao vinho, um caminho que teve a Nova Zelândia como umas das pioneiras.

A mais nova região a adotar um planejamento mais efetivo neste sentido foi o Alto Ádige, região que fica no nordeste da Itália, na fronteira com a Áustria. Como resultado de um esforço conjunto entre o Consorzio Vini Alto Adige (que representa os interesses dos vinicultores da região) e diversas outras instituições e profissionais de renome, foi divulgada a Agenda 2030.

Cinco níveis operacionais

Segundo Maximilian Niedermayr, presidente do Consorzio Vini Alto Adige, “A agenda consiste em cinco níveis operacionais, que correspondem aos cinco pilares em que o setor vitivinícola repousa, ou seja: solo, vinhedos, vinho, território e pessoas”. O planejamento inclui metas concretas a serem executadas até 2030.

Em relação ao solo, todos os viticultores se comprometem a mudar suas práticas de fertilização para aquelas exclusivamente orgânicas, substituir artefatos sintéticos por materiais biodegradáveis e adotar um sistema sustentável para o gerenciamento dos recursos hídricos.

Quanto aos vinhedos, serão adotadas regras mais rígidas, incluindo a proibição do uso de herbicidas químicos e medidas que favoreçam a biodiversidade nos vinhedos. Em poucas palavras, o objetivo é que seja integralmente adotada a agricultura orgânica na região.

Nos outros níveis, os objetivos são reduzir a pegada de carbono dos processos de produção e adotar os princípios de economia circular no território. Buscam também preservar intacta a paisagem rural criada ao longo dos séculos pela produção de vinho e criar maior integração entres as pessoas envolvidas neste segmento.

Momento atual e perspectivas

“Ter elaborado um programa de intenções agora é mais importante do que nunca, depois do ano mais difícil da história recente da indústria vinícola, devido à COVID-19 e o subsequente isolamento social “, declarou Niedermayr. Algumas medidas serão adotadas no curto prazo, como o fim da utilização de herbicidas sintéticos até 2023.

As partes envolvidas acreditam que não será um processo de mudança no sentido de “cima para baixo”, mas sim o inverso. A expectativa é que os produtores não poupem esforços no objetivo de tornar a atividade vitivinícola mais sustentável na região, uma situação que certamente trará ganhos em diversas escalas para as partes envolvidas.

Fonte e diagrama: Consorzio Vini Alto Adige

Imagem: IDM Südtirol-Alto Adige, Florian Andergassen

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