Barbaresco em várias expressões: sete vinhos de Ada Nada

Criada em 1919, a Ada Nada (até os anos 1990 conhecida como Azienda Agricola Nada), segue nas mãos da mesma família desde então. Com cerca de nove hectares de vinhedos, certificados orgânicos desde 2019 e com alta proporção de vinhas velhas, adota técnicas tradicionais e de baixa intervenção também na vinificação. Foi um prazer visitar este produtor de vinhos refinados e elegantes, que chegam ao Brasil pela Italy Import.

Neta Langhe Sauvignon 2023, 14,5%

Uva pouco plantada no Piemonte, trouxe aqui, em um vinhedo de face norte, resultado bem interessante na região de Barbaresco. Fermentação de 30 dias com temperaturas controladas em tanque de inox, onde ficou quatro meses com suas lias. Cítrico e floral no olfativo, com palato seco e salino, um Sauvignon Blanc com fruta na medida certa e muita tensão.

Serena Langhe Nebbiolo 2022, 14,5%

Vinificação inteiramente em inox. Um tinto fresco e elegante, com nariz trazendo boa intensidade de notais florais e frutas vermelhas. Na boca, mostrou taninos finos, alta acidez e corpo médio, um 100% Nebbiolo delicioso e fácil de beber.

Pierin Barbera 2022, 14%

Um Barbera mais fresco e vertical. Fica um ano em botti, ao contrário dos demais, para trazer mais complexidade aos taninos. Olfativo mostrando notas florais (lavanda) e de frutas negras, com um palato fino e elegante, sem excesso de fruta ou extração.

Salgae Barbera Superiore 2020 14,5%

Vinhas selecionadas, colhidas mais maduras, com passagem de 18 meses em barricas. Um Barbera mais denso e intenso, mas mantendo a verticalidade. Mais cor, estrutura e profundidade, com taninos mais presentes. Na comparação com outros Barberas Superiores, porém, mais tensão e fluidez.

Valeirano Barbaresco 2020, 14%

Videiras datadas de 1971, com fermentação em inox e 18 meses em botti, com uma pequena parcela em barricas. Muito floral (rosas) e com notas de frutas vermelhas bem presentes, um Barbaresco elegante e refinado. Bem seco e com alta acidez, se mostrou fino e com muita tensão e verticalidade. Com fruta e nota mentolada no palato, um Barbaresco pronto para consumo.

Rombone Elisa 2020, 14%

Vinhedos plantados em 1947, solos mais calcários e vinificação idêntica ao anterior. Cereja amarena e notas florais no olfativo, um Barbaresco delicioso e com mais estrutura, profundidade e fruta mais presente que o Valeirano. Denso, mas elegante.

Cichin Rombone Reserva 2019, 14,5%

Além da safra mais clássica (2019 ainda não está pronta como 2020), passou 30 meses em botti austríacos. Engarrafado há poucos meses, ainda se sente bem a madeira, um Nebbiolo mais denso, com boa acidez e menos verticalidade, taninos presentes e mais estrutura. Precisa de mais tempo em garrafa para atingir seu potencial.

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