Moët & Chandon: imprevisto bizarro afeta plano para eliminar herbicidas em seus vinhedos

A proposta de cultivar os vinhedos de acordo com princípios mais sustentáveis, sem o uso de herbicidas e em linha com os conceitos da agricultura orgânica, ganha cada dia mais adeptos. Se no início era mais restrito a pequenos produtores, nos últimos anos esta tendência tem ganhado espaço também dentre vinícolas de grande porte.

E a Moët & Chandon, uma das maiores vinícolas da Champagne, com cerca de 1.200 hectares de vinhedos próprios, também está traçando passos neste rumo. Como parte de sua política de proteção ambiental e eliminação do uso de herbicidas químicos, a vinícola começou a gerenciar 5 hectares usando a técnica de eco-pastagem. Assim, cerca de vinte ovelhas passam ser responsáveis pela “limpeza” dos vinhedos, contribuindo também com a geração de adubo orgânico.

Obstáculo inesperado

Porém, logo no começo de janeiro, um imprevisto alterou os planos da vinícola. Parte das ovelhas, especificamente 14 delas, foram roubadas da propriedade, que fica em Aÿ, no coração da Champagne. Além dos animais, também foi roubado o painel solar que fornecia eletricidade para a cerca, criada para conter as ovelhas.

Este vinhedo faz parte de um investimento de € 20 milhões (cerca de R$ 135 milhões), que inclui também um centro de pesquisa dedicado à pesquisa científica em torno da viticultura sustentável. A empresa também estabeleceu o que chamou de “Universidade de Solos Vivos” para incentivar o compartilhamento de conhecimentos eco-conscientes e melhores práticas para parceiros e outros produtores.

Todo este esforço faz parte do plano da Moët & Chandon para banir o uso de herbicidas em seus vinhedos até o final de 2021.

Fontes: L’Union; Forbes

Imagem: reetdachfan via Pixabay

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