Para matar a curiosidade: vinícola lança vinho envelhecido em ânfora no fundo do mar

Que tal degustar um vinho que foi envelhecido no fundo do mar, conservado em uma ânfora que pode chegar à sua mesa? Esta é a proposta da vinícola italiana Podere San Cristoforo. Existem muitos vinhos com passagem por ânforas, bem como vários outros que envelhecem no fundo do mar. Mas este é o primeiro combinando as duas ideias.

O vinho é um monovarietal de Petit Verdot, elaborado por este vinícola, que trabalha com agricultura biodinâmica e está localizada na Maremma, na costa da Toscana. Ele é oferecido em uma ânfora de argila de 750 ml, feita à mão e personalizada com o selo do método S’Amfora, buscando replicar práticas dos tempos romanos e fenícios.

Descrevendo o processo

Na vinificação, a fermentação é realizada exclusivamente com leveduras indígenas e, em seguida, o vinho é colocado em barris de carvalho francês por alguns meses. A partir daí, o vinho é cuidadosamente passado para as ânforas artesanais de terracota, em operação manual, para evitar a oxidação.

Cada ânfora é selada manualmente e recebe cera de laca e selo de autenticidade, antes de ser armazenada nas cestas de mergulho. Elas permanecem a uma profundidade de cerca de 15 metros, no escuro e a uma temperatura média de 14ºC, por cerca de nove meses. O vinho, nas palavras do produtor, mostra notas mais maduras do que no envelhecimento habitual, além de desenvolver uma leve nota mineral e terrosa, típica do envelhecimento em terracota.

Novo método

Segundo o enólogo responsável pelo projeto, Lorenzo Zonin, o uso de uma ânfora real para o envelhecimento subaquático do vinho é a prerrogativa exclusiva do método S’Amfora. No momento, ele está buscando obter patente em todo o mundo.

Se este vinho, que será lançado em dezembro, despertou sua curiosidade, o principal obstáculo pode ser o preço. Na Europa será vendido a € 200 por ânfora de 750 ml, o equivalente a R$ 1.250. Caso chegasse ao Brasil, seu preço por aqui seria possivelmente próximo a R$ 3.500, já incluindo a absurda tributação à qual são taxados os vinhos importados.    

Fontes e imagem: WineNews; Podere San Cristoforo

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