A Pinot Noir, embora de cultivo difícil, é uma variedade que se adapta muito bem a climas mais frios. Seja na sua Borgonha original como em outras regiões do mundo, mostra, em geral, mais pureza e equilíbrio em regiões com maior amplitude térmica e verões menos quentes. E quando se fala de América do Sul, a Patagônia aparece com candidata natural, sobretudo quando a rainha das uvas tintas é vinificada por um enólogo talentoso como Marcelo Miras.
O Pinot Noir 2014 foi elaborado a partir de vinhedos cultivados de forma orgânica, em solos aluviais. Na vinificação, após colheita manual e maceração pré-fermentativa a frio, as uvas passaram por fermentação com uso exclusivo de leveduras indígenas. Após fermentação malolática natural, o vinho passou por estágio de oito meses em barricas de carvalho francês e americano, seguido por mais seis meses em garrafas antes da sua comercialização.
Degustando
Não lembrou um Pinot Noir da Borgonha e nem deveria lembrar, pois foi elaborado a partir de um terroir distinto, com personalidade própria e ótima qualidade. No visual, mostrou coloração granada e concentração média, com o olfativo marcado por aromas de couro, fruta vermelha, ervas secas, especiarias e um leve toque de funghi.
Na boca, um Pinot Noir de boa acidez, corpo médio e taninos finos. Mostrou boa presença de fruta também no palato, acompanhada por leve nota terrosa; um vinho de boa estrutura e textura agradável. Já em seu estágio ideal de consumo, trouxe boa complexidade, fechando longo e persistente. Este vinho foi importado pela La Chabonnade e em junho de 2022 podia ser encontrado em lojas online na faixa de R$ 220.
| Nome do Vinho | Pinot Noir |
| Safra | 2014 |
| Produtor | Marcelo Miras |
| Enólogo | Marcelo Miras |
| Uva | Pinot Noir |
| Solo | Aluvial |
| Graduação Alcoólica | 14% |
| Região | General Fernández Oro (Rio Negro) |
| Denominação | Patagonia Argentina |
| País | Argentina |
| Agricultura | Orgânica |
| Vinificação | Baixa Intervenção |
| Importador no Brasil | La Charbonnade |