Sandrone: foco na qualidade, dosando modernismo com tradição

Last Updated on 7 de abril de 2021 by Wine Fun

Luciano Sandrone criou uma excelente reputação, por conta da qualidade de seus vinhos. Apesar de ter feito parte do grupo chamado Barolo Boys (que nas décadas de 1980 e 1990 rompeu com algumas das tradições na vinificação do Barolo), não pode ser considerado um produtor totalmente modernista.

De um lado, faz o envelhecimento de seus vinhos em barris de carvalho francês e evita macerações prolongadas. Porém, de outro, manteve algumas tradições do Barolo, como colheitas mais precoces e restrição de rendimentos Seus vinhos não necessitam de tanto tempo para chegar ao seu ápice, como aqueles de muitos produtores tradicionalistas, embora mostrem, ao mesmo tempo, excelente potencial de evolução.

Um pouco de história

Luciano começou sua carreira trabalhando na Marchesi di Barolo, e conseguiu adquirir uma pequena parcela no prestigiado vinhedo de Cannubi Boschis, em 1977. Começou a elaborar seus vinhos na garagem de seus pais, crescendo lentamente até chamar a atenção dos críticos em 1989 e 1990. Uma nova fase começava.

Foi gradualmente ampliando sua área de vinhedos, concentrando-se somente na três varietais principais do Piemonte: Nebbiolo, Barbera e Dolcetto. Foi entre 1992 e 1995 que seus filhos começaram a participar diretamente das atividades da vinícola, que ganhou em 1999 uma nova área de vinificação, usada até hoje.

Vinhedos e vinificação

Atualmente trabalha com cerca de 27 hectares de vinhedos (entre próprios e arrendados), distribuídos entre Barolo e Roero. A joia da coroa segue sendo a parcela de dois hectares em Cannubi. É desta parcela que saem as uvas usadas no vinho que impulsionou o nome Sandroni, o Barolo Cannubi Boschis, que foi renomeado Aleste a partir da safra 2013. Tem parcelas também nos vinhedos Baudana, Villero, Vignane e Merli, dentro da denominação Barolo. Na agricultura, aplica conceitos orgânicos em seus vinhedos.

Seu estilo de vinificação combina elementos que o colocam entre um tradicionalista e um modernista, talvez pendendo um pouco mais para o segundo grupo. Usa barris franceses de 500 litros (um volume intermediário entre as tradicionais barriques de 225 litros e os grandes botti usados no Piemonte), mas procura utilizar somente 10% de carvalho novo. Na fermentação, faz uso somente de leveduras indígenas e raramente usa técnicas da tradicionais da região, como a maceração prolongada.

Vinhos

A vinícola produz apenas seis cuvées distintos. Além do Aleste (cujo nome vem da junção entre o nome da mais jovem geração da família, ALEssia e STEfano), elabora também dois outros Barolos.

O Le Vigne traz uvas de quatro vinhedos distintos (Baudana, Villero, Vignane e Merli) e foi lançado pela primeira vez em 1990. Já o Vite Talin (lançado ao mercado pela primeira vez em 2019, com uvas da safra 2013) vem de plantas específicas, com características diferentes e que permitiram um cuvée distinto. É hoje seu vinho mais caro, custando na Europa em torno de € 400 a garrafa.

Ainda com a variedade Nebbiolo, produz, a partir das uvas de um vinhedo em Roero, um Nebbiolo D’Alba, denominado Valmaggiore. Completam a linha de seus vinhos com um Barbera D’Alba e um Dolcetto D’Alba. A produção anual da vinícola fica em torno de 100 mil garrafas, das quais cerca de 25 a 30 mil Barolos.

Nome da VinícolaLuciano Sandrone
Estabelecida1978
Website https://www.sandroneluciano.com/
EnólogosLuciano Sandrone, Luca Sandrone
UvasNebbiolo, Barbera, Dolcetto
Área de Vinhedos27 ha
RegiãoBarolo (Piemonte)
DenominaçõesBarolo, Nebbiolo d’Alba, Barbera D’Alba, Dolcetto D’Alba
PaísItália
AgriculturaOrgânica
VinificaçãoConvencional

Fonte e imagem: Website da vinícola

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