Seis vinhos de Conterno Fantino

Com 27 hectares de vinhedos de cultivo orgânico, Conterno Fantino é um produtor de baixa intervenção. Usa leveduras indígenas e boa parte dos vinhos não passa por filtração ou colagem, com mínima adição de sulfitos até o engarrafamento. Na comparação com outros produtores de Monforte d’Alba, há maior uso de barricas de carvalho francês para o envelhecimento dos vinhos. Foi um prazer visitar a vinícola, cujos vinhos chegam ao Brasil pela Tanyno.

Dolcetto d’Alba Bricco Bastia 2022, 13,5%

Um Dolcetto sem passagem por madeira, buscando maior expressão de fruta. Uvas provenientes de um vinhedo de três hectares, com maceração de cinco a oito dias. Coloração púrpura de média concentração, com muita fruta vermelha e notas florais. Na boca, boa acidez, corpo médio e novamente muita fruta, com taninos presentes. Já esgotado no Brasil, preço de € 30 na Europa.

Barbera d’Alba Vignota 2022, 14,5%

Elaborado com uvas de cinco parcelas, todas em Monforte d’Alba, vinificadas separadamente. Após fermentação e maceração de oito a dez dias em inox, os vinhos seguem para barricas separadas, com blend depois da maloláctica. Envelhecimento de nove a dez meses em barricas de terceiro uso. Coloração púrpura de média concentração, com olfativo floral e com especiarias. Já no palato, um Barbera de taninos macios, alta acidez e corpo médio, com uma presença mais marcante de fruta mais evoluída. R$ 255 para uma safra mais antiga.

Langhe Nebbiolo Ginestrino 2022, 14%

Cerca de 40% das uvas têm origem nos Crus de posse da vinícola, a partir de videiras mais jovens ou não usadas para a produção de Barolo, com o restantea partir de vinhedos fora da zona da Barolo DOCG. Vinificação similar ao Barbera, também com nove a dez meses em barricas usadas. Um Nebbiolo agradável, com olfativo marcado por notas de frutas vermelhas, floral e leve tabaco. No palato, boa acidez, tanino de qualidade e boa estrutura, com muita vivacidade. Safra mais antiga disponível no Brasil a R$ 245.

Castelletto Vigna Pressenda 2020, 14%

Produzido desde 2013, tem uvas provenientes do Cru de mesmo nome, em Serralunga d’Alba. Como todos seus Barolos, além de passagem por barricas, faz também estágio em botti. Um Barolo ainda jovem, com fruta vermelha no olfativo e palato com frescor, elegância e taninos mais macios. € 70.

Barolo Sorí Ginestra 2020, 14,5%

Com uvas de uma parcela de 2,2 hectares e orientação sul no Cru Ginestra, passou por 12 a 15 dias de maceração em fermentadores de aço inox. Na comparação com o Castelletto, trouxe um olfativo mais potente, com notas mais abundantes florais e de couro. Já no palato, um Barolo mais estruturado e potente, com taninos intensos e doces. Longo e profundo, mostrou ótimo equilíbrio, embora ainda necessite de um bom tempo em garrafa. R$ 957.

Barolo Mosconi Vigna Ped 2020, 14,5%

Uvas de uma parcela de menos de um hectare, com vinhas velhas (início dos anos 1960). Coloração rubi de média a baixa concentração, com olfativo frutado e com notas de especiarias e leve balsâmico. Alta acidez, taninos menos austeros e boa profundidade e amplitude. Precisa de mais tempo, porém mais acessível que o Sorí Ginestra. R$ 976.

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