Vinhos rosé na moda: consumo explode nas últimas décadas

Vinho branco ou tinto? Se a escolha for baseada no crescimento de consumo nos últimos anos, a resposta é nenhum dos dois. Sim, são os vinhos rosé aqueles que ocupam cada dia mais espaço nas taças e adegas ao redor do mundo. Para se ter uma ideia, o consumo global de vinho rosé cresceu 40% em dezessete anos, entre 2002 e 2018, o último dado disponível.

No mesmo período, o consumo geral de vinhos cresceu apenas 5%, o que levou a parcela de vinhos rosé a atingir o patamar de 11,2% do total. Este é o nível mais alto desde que as estatísticas começaram a ser contabilizadas em 2002. Somente em 2018, foram consumidos cerca de 25,6 milhões de hectolitros de vinho rosé no mundo, o que equivale a mais do que a produção total de vinhos do Chile e Argentina somadas naquele ano.

Maiores consumidores e produtores

E quais países lideram o consumo de vinhos rosé? Os dois principais países consumidores são França e Estados Unidos. Enquanto o país europeu representou pouco mais de um terço do consumo mundial (34%), a parcela dos norte-americanos superou 20% em 2018. Além disso, ambos ficam dentre os mercados mais dinâmicos para vinhos rosé, com a parcela combinada sobre o total mundial passando de 47% para 54% nos últimos dez anos. A Alemanha fecha o pódio, em um distante terceiro lugar.

Do lado da produção, a França é também líder, com cerca de 25% do total mundial. Juntamente com Estados Unidos e Espanha, estes três países respondem por cerca de 64% dos vinhos rosé produzidos no mundo. Por outro lado, alguns países do sul da Europa perderam espaço, com destaque negativo para a Itália (queda de quase 50% em dez anos) e Portugal, que deixou o ranking dos dez maiores produtores.

Mudanças no perfil de consumo

Vários fatores explicam este rápido crescimento dos vinhos rosé. Em primeiro lugar, há uma evidente alteração nos hábitos de consumo, com as pessoas consumindo mais vinhos frescos e refrescantes, o que favorece rosés e brancos. Este perfil é ainda mais acentuado para consumidores mais jovens.

A questão preço também é importante, pois vinhos rosé, em geral, mostram uma boa relação custo-benefício. A grande maioria deles é elaborada para consumo rápido, sem necessidade de custos elevados de envelhecimento. Isso acaba pesando no custo final, fazendo dos rosé uma opção atrativa do ponto de vista financeiro.

Outros fatores também contribuem, desde as temperaturas mais altas ao redor do globo nas últimas décadas, até a crescente participação do público feminino. Mas um fator importante deve ser levado em consideração: vinhos rosé, por conta de sua coloração, são particularmente atrativos para postagens em mídias sociais, o que ajuda a explicar por que eles ficam entre os vinhos mais consumidos por millenials. Olha a selfie!

Fonte: Rosé Wines World Tracking 2018

Imagem: Justin Aikin via Unsplash

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