Last Updated on 15 de junho de 2022 by Wine Fun
A história da Avignonesi pode ser dividida em duas partes distintas. A primeira fase cobre o período desde sua criação em 1974 até 2009, quando foi controlada pela família Salvo. Já a segunda começa com a aquisição da vinícola por Virginie Saverys, uma empreendedora belga com interesses em transporte marítimo, que se apaixonou pela Toscana em 2007 e dois anos depois completou a aquisição da vinícola.
Desde a aquisição, a Avignonesi passou por uma profunda transformação, que refletiu em alterações significativas, tanto na agricultura como nas técnicas usadas na vinificação. Os esforços surtiram efeito, e a Avignonesi é hoje a vinícola de maior área de vinhedos biodinâmicos na Itália.
Longo processo
O processo de conversão de seus vinhedos começou logo após a aquisição e a primeira etapa foi concluída em 2016, quando recebeu certificação de agricultura orgânica. Já a certificação biodinâmica pela BioDyvin veio em 2019, cobrindo seus pouco mais de 180 hectares, espalhados entre Montepulciano e Cortona.
A transformação não foi somente qualitativa, mas também quantitativa. Na época da mudança de controle, a Avignonesi contava com cerca de 109 hectares de vinhedos. Esta área foi aumentando nos últimos anos, em função de diversas aquisições, incluindo a propriedade Lodola, que pertencia à Ruffino e que trouxe 66 hectares adicionais em Montepulciano.
Práticas menos intervencionistas
Além da adoção da agricultura biodinâmica, a Avignonesi realizou mudanças profundas também nos processos de vinificação. Em paralelo com a retirada de pesticidas e herbicidas sintéticos dos vinhedos, também decidiu por não mais utilizar uma série de aditivos na vinificação.
Seus vinhos atualmente são elaborados somente com uso de leveduras indígenas e passam por fermentação maloláctica espontânea, quando necessário. A vinícola obteve também certificação vegana, pois não utiliza qualquer produto de origem animal em nenhuma etapa do processo de elaboração de seus vinhos.
Vinhos
A Avignonesi trabalha com uma gama bastante ampla de vinhos. Seus vinhos mais tradicionais são o Nobile de Montepulciano e o Rosso, que já eram elaborados na época da mudança de controle. Nos últimos anos decidiram lançar uma série de Nobile de Montupulciano elaborados a partir de vinhedos específicos, como Poggetto di Sopra, Banditella, Le Badelle, La Stella e Oceano.
Produzem também outros vinhos com a Sangiovese (chamada de Prugnolo Gentile na região), como o Da-Di (que passa por envelhecimento em ânforas) e o La Tonda. Usam a principal uva da Toscana em dois cortes com variedades francesas, o Grifi (com Cabernet Sauvignon) e o Cantaloro Rosso (com Cabernet e Merlot).
Ainda nas uvas francesas, elaboram um monovarietal de Merlot chamado Desiderio e um de Chardonnay, com o nome de Il Marzocco. Produzem também dois Vin Santo de Montepulciano, com especial destaque para o Occhio di Pernice, e um branco e um rosé, também da linha Cantaloro. Por fim, produzem também um supertoscano, em parceria com a vinícola Cappanelle, do Chianti, um corte de Merlot e Sangiovese chamado 50&50.
| Nome da Vinícola | Avignonesi |
| Estabelecida | 1974 |
| Website | www.avignonesi.it |
| Enólogo | Matteo Giustiniani |
| Uvas | Sangiovese, Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay |
| Área de Vinhedos | 182 ha |
| Região | Montepulciano (Toscana) |
| Denominações | Nobile di Montepulciano, Rosso di Montepulciano, Toscana IGT, Vin Santo di Montepulciano |
| País | Itália |
| Agricultura | Biodinâmica |
| Vinificação | Baixa Intervenção |
Fontes: Consorzio Vino Nobile; Meininger Wine Business; My Wines and More; Mídias sociais da vinícola
Imagem: Avignonesi