Armand Rousseau é um dos mais prestigiados produtores de Gevrey-Chambertin, senão de toda a Borgonha. Atualmente a Domaine controla cerca de 15 hectares de vinhedos, mais da metade deles classificados como Grand Cru, boa parte de posse da família desde o início do século XX. Nos últimos anos, porém, resolveram expandir sua produção, com o cultivo de novos vinhedos.
Um deles é o Clos du Château, área classificada como Village. Situado a noroeste do vilarejo de Gevrey-Chambertin, próximo ao Premier Cru Les Cazetiers, este vinhedo de 1,36 hectare tem uma longa história. Contando também com uma imponente estrutura (daí o nome Chatêau), que caiu em desuso, pertenceu inicialmente à Abadia de Cluny. Após a Revolução Francesa ficou muitos anos na posse da família Masson e em 2012 foi vendido para o chinês Louis Ng, quando passou a ser administrado e cultivado pela Domaine Armand Rousseau.
O vinhedo fica em área murada (daí nome Clos) e, desde que assumiu a área, a Domaine promoveu uma série de mudanças. Destaque para o replantio de videiras e o uso de algumas práticas biodinâmicas, que se somaram à agricultura sustentável adotada pela Domaine Armand Rousseau. Na vinificação, segue o estilo adotado em outras cuvées (desengace quase total, maceração a frio, uso regular de remontage e pigéage). A exceção fica no envelhecimento, já que nesta cuvée há um uso maior de carvalho de segundo uso.
Degustando
Se os vinhos da denominação Gevrey-Chambertin são conhecidos pelo binômio potência e elegância, este vinho mostra muito mais o segundo aspecto. Esta, alíás, é uma das características dos vinhos da Domaine Armand Rousseau. No visual, mostrou coloração rubi e de baixa concentração, enquanto no olfativo trouxe aromas intensos e envolventes. Destaque para os aromas de cereja preta, acompanhados por notas florais e terrosas, anis e discreto toque de couro.
Na boca, um vinho de acidez de alta acidez, corpo médio e taninos presentes, mas redondos e elegantes. Destacando muito mais a elegância que a potência, se mostrou refinado, com uma textura sedosa, que enche a boca com elegância e frescor, fechando com uma persistência muito longa. Algumas das cuvées da vinícola chegam ao Brasil pela Clarets, mas todas rapidamente esgotaram. Na Europa, uma safra mais recente custa cerca de € 600.
| Nome do Vinho | Clos du Château Monopole Gevrey-Chambertin |
| Safra | 2018 |
| Produtor | Armand Rousseau |
| Enólogos | Eric Rousseau, Cyrielle Rousseau |
| Uva | Pinot Noir |
| Solo | Calcário |
| Graduação Alcoólica | 13,5% |
| Sede da Vinícola | Gevrey-Chambertin (Bourgogne-Franche-Comté) |
| Denominação de Origem | Gevrey-Chambertin |
| País | França |
| Agricultura | Sustentável |
| Vinificação | Convencional |
| Importador no Brasil | Clarets |