Domaine Thibault Liger-Belair: tradição secular e agricultura biodinâmica

Last Updated on 22 de fevereiro de 2025 by Wine Fun

Embora seja parte de uma das mais tradicionais famílias de vinicultores da região de Nuits-Saint-Georges (senão de toda a Borgonha), Thibault Liger-Belair não herdou uma vinícola pronta em 2001. Recebeu parcelas em vinhedos importantes e uma estrutura para elaboração de vinhos já totalmente defasada. Assim, coube a ele praticamente começar uma nova vinícola quase do zero.

Começou com oito hectares, que estavam de posse da família desde o século XVIII, e rapidamente converteu os vinhedos para agricultura orgânica, para posterior uso também de práticas biodinâmicas. Em 2003 estabeleceu uma estrutura paralela como négociant, a Thibault Liger-Belair Successeurs, adquirindo uvas de terceiros em outras denominações de origem. Seu passo seguinte foi fundar uma vinícola no Beaujolais em 2009, mais especificamente em Moulin à Vent, a Domaine des Pierres Roses.

Agricultura e vinhedos

Thibault adotou a agricultura orgânica desde 2001, obtendo certificação em 2005. A partir de 2004 começou a aplicar alguns princípios da biodinâmica em 2004, embora não buscando certificação. Sua justificativa é que ele não segue à risca todos os passos necessários para a certificação, por acreditar que alguns não sejam necessários em todas as safras. Isso não significa, porém, que não seja um entusiasta da causa biodinâmica, pois teve problemas com a Justiça em 2015 no Beaujolais, por não concordar em pulverizar seus vinhedos com pesticidas.

Seus oito hectares de vinhedos próprios em Nuits-Saint-Georges e adjacências incluem parcelas em alguns climats como La Roche, La Corvée de Villy, Le Clos du Prieuré, La Charmotte, além de uma parcela em Vosne-Romanée Aux Réas, no Premieur Cru Les Saint-Georges, em Nuits-Saint-Georges e em dois Grand Crus, Clos de Vougeot e Richebourg.

Vinificação e vinhos

Em 2018, Thibault elaborou vinhos de 23 denominações diferentes, parte com seus vinhedos próprios e parte com uvas de terceiros. Na vinificação, as uvas são 100% desengaçadas e fermentadas sem uso intensivo de pigéage ou remontage, com pouca movimentação também durante o envelhecimento, sem temores com eventuais aromas redutivos. Em relação ao uso de carvalho, menos de 50% dos barris usados são novos, porém ele evita o uso de barricas com mais de três ano de uso.

A partir de seus vinhedos próprios, são elaborados dez cuvées distintos, nove deles a partir da Pinot Noir: Bourgogne Les Grands Chaillots, Nuits-Saint-Georges La Charmotte, Nuits-Saint-Georges 1er Cru Les Saint-Georges, Hautes-Côtes de Nuits La Roche, Hautes-Côtes de Nuits La Corvée de Villy, Hautes-Côtes de Nuits Le Clos du Prieuré, Vosne-Romanée Aux Réas, Clos-Vougeot Grand Cru e Richebourg Grand Cru. Com exceção dos três primeiros, a produção de cada cuvée não supera três mil garrafas ao ano.  Completa a linha o monovarietal de Aligoté Bourgogne Aligoté Clos des Perrières la Combe.

Já nas duas empresas paralelas, a Thibault Liger-Belair Successeurs elabora onze cuvées distintos, enquanto na Domaine Des Pierres Roses são seis vinhos diferentes.

Nome da VinícolaDomaine Thibault Liger-Belair
Estabelecida2001
Website https://m.thibaultligerbelair.com/
EnólogoThibault Liger-Belair
UvasPinot Noir, Aligoté
Área de Vinhedos8 ha
RegiãoNuits-Saint-Georges (Bourgogne-Franche-Comté)
DenominaçõesBourgogne Aligoté, Hautes-Côtes de Nuits, Bourgogne, Nuits-Saint-Georges, Vosne-Romanée, Nuits-Saint-Georges 1er Cru, Clos-Vougeot, Richebourg
PaísFrança
AgriculturaBiodinâmica
VinificaçãoBaixa Intervenção

Fontes: Website da vinícola; Decanter; Berry Bros & Rudd; Vins de Bourgogne

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