Last Updated on 17 de fevereiro de 2025 by Wine Fun
Buscar a máxima expressão do terroir, com mínima intervenção na vinificação. Esta parece ser uma boa forma de descrever os objetivos de Luis Seabra, após deixar sua posição de enólogo residente na Quinta de Nápoles, da Niepoort, no final de 2012. Foi quando decidiu estabelecer sua própria vinícola, após quase nove anos trabalhando com um dos mais conceituados produtores portugueses.
Seabra deixa clara esta proposta ao descrever seus objetivos. Nas suas palavras, “Queremos que os vinhos mostrem os diferentes solos onde estão plantadas as vinhas, as diferentes altitudes e exposições, as suas diferenças e semelhanças”. Para tal, concentrou seu trabalho em duas regiões denominações específicas (Douro e Vinho Verde), com atenção exclusiva a variedades autóctones.
Agricultura e vinhedos
Seu modelo de negócios foge do tradicional formato adotado na Europa. Como não possui vinhedos, busca trabalhar com produtores locais, geralmente a partir de pequenas parcelas espalhadas pelas regiões onde atua, com elevada proporção de vinhas mais antigas, algumas se aproximando dos 100 anos. Também não possui uma adega, alugando instalações para elaborar seus vinhos.
Boa parte dos agricultores trabalha a terra de forma mais tradicional, com métodos de cultivo que se aproximam da agricultura sustentável. A partir destas uvas, Seabra elabora seus vinhos de acordo com conceitos de maior importância ao terroir, ou seja, as características de solo acabam ganhando grande importância.
Assim, pode combinar uvas de diferentes parcelas, desde que tenham composição de solo similares. Surgem aí os dois grandes grupos de vinhos que elabora: de um lado aqueles de xisto, de outros os provenientes de granito.
Vinificação e vinhos
Com a grande importância dada à questão do terroir, na vinificação a intervenção é mínima. Trabalha exclusivamente com fermentação espontânea, leveduras indígenas e carvalho de múltiplos usos, seja em grandes formatos (usualmente para os tintos) ou barriques (para os brancos). O objetivo é que a intervenção na adega preserve a autenticidade obtida através da seleção dos vinhedos.
Segundo informações do seu importador nos Estados Unidos, Luis Seabra elabora sete cuvées distintos. Sua linha Ilimitado trabalha com diversas vinhas selecionadas em altitudes específicas, enquanto a linha Cru é a expressão de vinhedos individuais com características específicas. Na denominação Vinho Verde elabora um monovarietal de Alvarinho, chamado Granito Cru Alvarinho.
Os demais vinhos são elaborados com uvas provenientes da denominação Douro. São quatro tintos: um varietal de Castelão (Mono Castelão) e três cortes de variedades autóctones locais (Indie Xisto, Xisto Cru Tinto, Xisto Ilimitado Tinto). Por fim, elabora dois brancos, também cortes de uvas locais (Xisto Cru Branco e Xisto Ilimitado Branco).
| Nome da Vinícola | Luis Seabra Vinhos | ||||
| Estabelecida | 2013 | ||||
| Website | https://luisseabravinhos.com/pt/ | ||||
| Enólogo | Luis Seabra | ||||
| Uvas | Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Barroca, Rufete, Touriga Brasileira, Castelão, Alicante Bouchet, Rabigato, Codega,Gouveio, Viosinho, Donzelinho Branco, Alvarinho | ||||
| Sede da vinícola | Porto (Portugal) | ||||
| Denominações de origem | Douro, Vinho Verde | ||||
| País | Portugal | ||||
| Agricultura | Sustentável | ||||
| Vinificação | Baixa Intervenção |
Fontes: Website da vinícola; Ole & Obrigado (seu importador nos EUA)