Sete vinhos de Elio Altare

Elio Altare é um dos principais nomes da verdadeira revolução que mudou para sempre o vinho da região do Barolo a partir da década de 1980. Se hoje ele se dedica a novos projetos, quem administra sua vinícola é sua filha Silvia, que contagia por sua vibração e simpatia. Foi um prazer provar alguns dos mais novos lançamentos, em visita à sede da vinícola, em La Morra.  

O envelhecimento dos vinhos em barricas de carvalho francês sempre foi uma marca registrada de Elio Altare e isso segue até os dias atuais. Porém, hoje há um uso muito mais contido de madeira nova do que no passado, sobretudo nos Barolos. De forma geral, as uvas são 100% desengaçadas e passam por macerações curtas em roto-fermentadores, de três a quatro dias no caso dos Barolos. As fermentações alcoólica e maloláctica são espontâneas em tanques de aço inox. Os vinhos recebem adição de sulfitos e são engarrafados sem colagem ou filtração.

Silvia Altare em sua biblioteca de safras antigas

Dolcetto d’Alba 2022, 14%

Passa somente por inox, uma proposta de Dolcetto mais frutado e direto, para consumo rápido.  Fácil de beber, com fruta abundante, boa acidez, quase em estilo glou-glou.

Barbera d’Alba 2022, 14,5%

Fermentação em inox, com seis meses em carvalho, onde passou por fermentação maloláctica. Segue a mesma linha do anterior, com foco em drinkability e frescor. Olfativo com fruta vermelha e negra mais madura e notas florais (lavanda e violeta), trazendo na boca alta acidez, taninos macios e boa textura.

Larigi 2020, 15,5%

Também um Barbera, mas com proposta inteiramente diferente. O objetivo aqui é buscar concentração e profundidade, com uso de vinhas plantadas em 1948 e 18 meses em barricas novas. Muita concentração, fruta abundante, um tinto denso, com muita intensidade e personalidade, que pode ficar até 30 anos na adega.

L’Insieme 2021, 14%

Corte entre as três variedades tintas do Piemonte com Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot. 100% de carvalho novo no envelhecimento. Um corte produzido desde 1997, intenso e denso, onde as variedades francesas se mostram bem presentes.

Barolo 2020, 14,5%

Seu Barolo “de entrada”, um vinho que evidencia como a safra 2020 deu origem a vinhos adequados a um consumo mais rápido. Estágio somente em barricas usadas. Muita fruta vermelha e notas de alcatrão no nariz, um Nebbiolo de alta acidez e ótima estrutura, com taninos presentes, mas já surpreendentemente integrados para um vinho tão jovem. Uma peculiaridade: como não houve produção do Barolo Cerretta em 2020, parte das uvas foram usadas aqui, trazendo mais estrutura.

Barolo Arborina 2020, 15%

Uso máximo de 20% de carvalho novo no envelhecimento. Um lindo vinho, com notas mais intensas de cerejas e palato elegante e fresco, com corpo médio e taninos macios.

Barolo Cerretta Riserva 2018, 15%

Por ser um Riserva, passou 24 meses em carvalho. Um Barolo mais intenso e encorpado, com olfativo combinando frutas vermelhas e negras, com notas de alcatrão e toque de alcaçuz. Mais picante e terroso, um vinho mais austero e com tanino bem seco, com a madeira ainda presente tanto no olfativo como palato.

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