Last Updated on 24 de maio de 2020 by Wine Fun
Antes mesmo de degustar o vinho, a expectativa era positiva. A safra de 1988 no Bordeaux foi considerada boa, produzindo vinhos firmes, austeros e com boa capacidade de evolução. Além disso, críticos importantes, como a revista Decanter, elegeram que os melhores vinhos da safra teriam vindo da região de Graves: “Os melhores vinhos da safra vêm dos Graves, especialmente Domaine de Chevalier, Haut-Bailly, Haut-Brion, La Louviere, La Mission e Pape-Clement”. Bom começo!
E a expectativa se tornou realidade. O vinho se mostrou uma excelente amostra do que é chamado de “Bordeaux velho estilo”. Em poucas palavras, vinhos mais elegantes e complexos, que era o perfil previsto antes da alteração de estilo de muitos produtores para vinhos mais extraídos, muito em função da influência de Robert Parker.
No visual, mostrou uma coloração granada com boa concentração. No olfativo prevaleceu a tipicidade de um Bordeaux evoluído, com estrebaria, fruta madura lembrando ameixa e um tostado sem excessos. No gustativo, uma bela acidez, elegância, boa estrutura, taninos presentes. Em resumo, um vinho austero e sem exageros, como poderíamos esperar de um bom exemplar antigo de Bordeaux.
Cortesia do amigo Rick Thamer.
| Nome do Vinho | Château Haut Bailly |
| Safra | 1988 |
| Produtor | Château Haut Bailly |
| Enólogo | Gabriel Vialard |
| Uvas | Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot |
| Solo | Arenoso e Cascalho |
| Graduação Alcoólica | 12,5% |
| Região | Bordeaux |
| Denominação | Pessac Léognan |
| País | França |
| Agricultura | Convencional |
| Vinificação | Convencional |
| Importador no Brasil | Mistral |