A França é o país que exporta os vinhos mais caros do mundo. Isso não chega a ser surpresa para ninguém, até porque tem a reputação de ser a produtora dos melhores vinhos. Além disso, é a maior exportadora em termos de valor do mundo e quase um terço de suas exportações de vinho são de Champagne, que costumam ter valores superiores aos vinhos tranquilos.
Mas, dentre os 11 países que exportam mais do que dois milhões de hectolitros, qual seria aquele no segundo posto neste ranking de vinhos mais caros? A resposta está nos cálculos feitos pela WineFun, usando relatório publicado todos os anos pela Organização Internacional da Vinha e Vinho (OIV), com dados sobre a evolução da produção, consumo e comércio de vinhos ao redor do mundo.
Surpresas no pódio
A conta para chegar ao número é relativamente simples. Basta usar o valor total das exportações de vinho de cada país e dividir pela quantidade física, medida em milhões de hectolitros. Vale lembrar que tanto valor quanto quantidade incluem também os vinhos que são exportados a granel (ou seja, embalagens acima de 20 litros), o que acaba reduzindo os valores médios.
Em 2019, o valor médio para uma garrafa de vinho francês foi de 5,18 euros, de longe a mais alta dentre os principais exportadores. As maiores surpresas ficaram por conta de dois países do Novo Mundo, Nova Zelândia (€ 3,06) e Estados Unidos (€ 2,50), que ocuparam, respectivamente, o segundo e terceiro lugares.
Outro lado da moeda
Por outro lado, o destaque negativo fica com a Espanha, que mesmo sendo o maior segundo maior exportador do mundo de vinhos em volume e terceiro maior em valor, é, dos grandes exportadores, aquele com valor mais baixo por garrafa (€ 0,95). Pesa para isso o fato da Espanha ter cerca de 55% de seus vinhos exportados a granel, o que reduz o valor agregado.
Dentre os sul-americanos, destaque para a Argentina, que exporta seus vinhos a um valor muito próximo dos da Alemanha, bem acima do Chile, que fica com o terceiro menor valor, somente à frente de África do Sul e Espanha.