Last Updated on 8 de março de 2024 by Wine Fun
A Quinta da Boavista tem uma longa história dentro da vinicultura portuguesa. A propriedade fez parte da primeira delimitação da região do Douro, ordenada pelo Marquês de Pombal em 1757. Com cerca de 80 hectares, dos quais cerca de 36 plantados com videiras, recebe a melhor classificação na região para produção de vinhos do Porto. É considerada como letra A (em uma classificação que vai de A a F), definida pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto).
Uma parcela significativa de seus vinhedos tem alta proporção de vinhas velhas, plantadas em terraços no tradicional solo de xisto da região. Por grande parte de sua história forneceu uvas para a elaboração de vinhos do Porto, com foco recente em vinhos finos de mesa.
Longa história
Durante o século XIX a propriedade tinha como ocupante o Barão Forrester, um britânico que teve importante participação na história do vinho do Porto. Reza a lenda que no dia de seu falecimento, em 1861, ele estaria na companhia da célebre Dona Ferreirinha; Ela era dona de inúmeras propriedades na região na mesma época, inclusive a que deu origem ao famoso vinho Barca Velha.
Em 1995 a propriedade, que fazia parte do portfolio da Forrester & Co, detentora da marca Offley, passou para as mãos da Sogrape, um dos maiores grupos portugueses na área de vinhos. Posteriormente, em 2013, foi adquirida pela Lima Smith. Esta sociedade entre o brasileiro Marcelo Lima (sócio da gestora de recursos Artesi,) e o inglês Tony Smith, acabou transformando a Quinta da Boavista.
Foco em vinhos finos
Anteriormente dedicada à produção de uvas para vinhos do Porto, a Quinta da Boavista passou a focar na elaboração de vinhos tintos de mesa. Para tal, contou com a experiência do enólogo Rui Cunha e com a consultoria de Jean-Claude Berrouet, que por 44 anos foi enólogo do Château Petrus.
Rapidamente se tornou uma das vinícolas mais premiadas do Douro, recebendo o prêmio de melhor vinícola portuguesa de 2019, conferido pela publicação Revista de Vinhos. Em junho de 2020 houve o anúncio da aquisição da Quinta da Boavista pela Sogevinus. Este grupo é líder do segmento de vinho do Porto em Portugal, e detentor das marcas Calém, Burmester, Kopke e Barros.
Vinhedos e vinhos
A Quinta da Boavista tem cerca de 36 hectares de videiras, dos quais aproximadamente 10 hectares de vinhas velhas, plantadas com 27 castas diferentes, a maioria delas autóctones. Dentre elas, variedades como Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinto Cão, Sousão, Bastardo, Mourisco Tinto, Castelão, Rufete, Trincadeira e Tinta Francisca.
Dentre seus vinhos de maior destaque aparecem o Quinta da Boavista -Vinha do Ujo, e o Quinta da Boavista – Vinha do Oratório; Ambos têm origem em vinhedos de cultivo sustentável e princípios orgânicos, com grande participação de vinhas velhas
| Nome da Vinícola | Quinta da Boavista |
| Estabelecida | Século XVIII |
| Website | https://www.quintadaboavista.com/ |
| Enólogo | Rui Cunha |
| Uvas | 25 variedades distintas |
| Área de Vinhedos | 40 ha |
| Sede da Vinícola | Sabrosa (Douro) |
| Denominação | Douro |
| País | Portugal |
| Agricultura | Sustentável |
| Vinificação | Convencional |
Fontes: Winebrands (sua importadora no Brasil); WineNot; Sogrape; DinheiroVivo.pt; LimaSmith