Jean-Paul et Charly Thévenet: evolução do Beaujolais em duas partes

Last Updated on 20 de novembro de 2020 by Wine Fun

A Domaine Jean-Paul et Charly Thévenet é uma representação perfeita da evolução da vinicultura na região do Beaujolais. Criada em 2018 como resultado da fusão entre as vinícolas de pai e filho, merece uma descrição mais detalhada.

Primeiro veio Jean-Paul Thévenet, um dos quatro membros do grupo que o importador norte-americano Kermit Lynch chamou de “Gangue dos Quatro”, composta por Marcel Lapierre, Guy Breton, Jean Foillard e próprio Jean-Paul. Foram eles que ajudaram a colocar os vinhos do Beaujolais novamente em um lugar de destaque, apostando em agricultura orgânica e/ou biodinâmica, mínima intervenção na vinificação e maceração carbônica ou semi-carbônica.

Agricultura e vinhedos

A vinícola original de “Paul-Po”, como era chamado, era a menor das quatro, com área plantada de 4,85 hectares de vinhas de duas parcelas de Gamay (uma de 45 anos, outra plantada antes da Primeira Guerra Mundial), ambas em solo de granito decomposto e areia na região de Morgon, com uma produção anual de apenas 24.000 garrafas por ano.

Passou a trabalhar com agricultura biodinâmica a partir de 2008 e mínima intervenção na vinificação, apenas com uso de leveduras indígenas para iniciar a fermentação, fermentações longas em cubas de cimento, com cachos inteiros, por 15-25 dias a baixas temperaturas para permitir o maior contato com a pele possível. Sem filtragem ou colagem, os vinhos são envelhecidos em suas lias finas em barris de carvalho francês de cinco a sete anos de idade por seis a oito meses.

Mudanças e sucessão

Mas o tempo passa, e o filho de Jean-Paul, Charly Thévenet, também se lançou ao mundo do vinho. Após ter trabalhado na Itália e com Marcel Lapierre, em 2007 comprou um vinhedo de 3 hectares de Gamay plantadas entre 1932 e 1946 em solo de granito em Régnié, trabalhando simultaneamente em sua propriedade e também com o pai em Morgon. De forma geral, Charly manteve os princípios adotados por Paul-Po.

Quando Jean-Paul Thévenet anunciou sua aposentadoria em 2018, as duas vinícolas se uniram e nome foi alterado para Jean-Paul et Charly Thévenet, agora atuando em duas denominações de origem diversas (Morgon e Régnié), sob a batuta de Charly. Um bom exemplo de sucessão familiar, com a manutenção de uma filosofia de agricultura e vinificação que elevaram o nome dos vinhos do Beaujolais ao patamar que merecem.

Nome da VinícolaJean-Paul et Charly Thévenet
Estabelecida1870
Website Não tem
EnólogoCharly Thévenet
UvaGamay
Área de Vinhedos7,85 ha
RegiãoVillié-Morgon (Beaujolais)
DenominaçõesMorgon, Regnié
PaísFrança
AgriculturaBiodinâmico
VinificaçãoNatural

Fonte: Kermit Lynch (seu importador nos EUA)

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