Last Updated on 13 de março de 2021 by Wine Fun
Uma aposta na qualidade. Eric Pfifferling herdou em 1989 quatro hectares de vinhedos velhos em Tavel e, ainda como apicultor, vendia sua uvas para a cooperativa local. Porém, após provar vinhos de produtores como Marcel Lapierre e Thierry Puzelat, tomou uma decisão ousada: elaborar seus próprios vinhos, lançando sua primeira safra comercial em 2002.
A aposta de Eric de produzir vinhos de baixa intervenção e alta qualidade, mesmo a partir de uma denominação que na época gozava de reputação ruim, deu certo. Seus vinhos são muito disputados pelos fãs de vinhos de baixa intervenção, já que certamente seus rosés ficam entre vinhos mais únicos desta categoria.
A vinícola cresceu, contando atualmente com cerca de 20 hectares de vinhedos, dos quais 17 hectares em uso, mas também a equipe aumentou. Eric passou a contar com a colaboração de seus filhos Thibault, desde 2015, e Joris, a partir do final de 2016.
Agricultura e vinhedos
Os vinhedos são cultivados de acordo com os princípios da agricultura orgânica. Boa parte dos vinhedos fica dentro da denominação Tavel, distribuídos por três dos principais solos da denominação: lauze, ou calcário inativo, areia e terres blanches, ou calcário branco. Muitos dos vinhedos são compostos por vinhas velhas, algumas superando os 70 anos. Com isso, o rendimento dos vinhedos é baixo, contribuindo para que a produção sempre fique abaixo da demanda pelos seus vinhos .
O foco fica na variedades locais, como Grenache, Clairette, Cinsault, Mourvèdre, Carignan, Bourboulenc e Syrah.
Vinificação
Na vinificação, a abordagem da L’Anglore é simples, mas meticulosa. A colheita é manual e as uvas são criteriosamente selecionadas antes da fermentação, apenas com leveduras indígenas, em tanques de concreto. No caso dos vinhos tintos, são usados cachos inteiros, com uso de maceração carbônica, ao menos parcial, em boa parte dos cuvées. O envelhecimento é feito em diversas combinações de foudre, demi-muid e barrique.
No caso dos rosés, boa parte é elaborado com o método de prensa direta. Todos os vinhos são engarrafados sem colagem ou filtragem e com leve adição de sulfitos, apenas quando necessário, embora boa parte dos tintos acaba não recebendo adição na maioria das safras.
Vinhos
A L’Anglore elabora uma boa quantidade de cuvées distintos, com destaque para os seus rosés e tintos, embora recentemente tenham passado também a produzir um branco, chamado Sels d’argent. Dentre os rosés, são quatro cuvées: o seu tradicional Tavel, o Chemin de la Brune (um corte de Grenache e Cinsault), o Tavel Vintage (que passa por envelhecimento em carvalho) e o Les Salines.
Dentre os tintos, à exceção do seu Lirac, todos os cuvées são classificados como Vin de France, já que a denominação Tavel é exclusiva para vinhos rosés. São diversos cortes distintos entre as variedades locais, como o Comeyre, Les Traverses e Véjade, além de alguns varietais, geralmente de Grenache, como Terre D’Ombre, Pierre Chaude e Nizon.
| Nome da Vinícola | L’Anglore |
| Estabelecida | 2002 |
| Website | Não tem |
| Enólogo | Eric Pfifferling |
| Uvas | Grenache, Clairette, Cinsault, Mourvèdre, Carignan, Bourboulenc, Syrah |
| Área de Vinhedos | 20 ha |
| Região | Tavel (Gard) |
| Denominações | Tavel, Lirac, Vin de France |
| País | França |
| Agricultura | Orgânica |
| Vinificação | Baixa Intervenção |
Fontes: Sprudge; FiFi Wines (seu importador nos EUA); Petites Caves