Os rótulos de vinho trazem diversas informações importantes, a maioria das quais pode te ajudar muito na hora de escolher ou apreciar um vinho. E uma delas é a graduação alcóolica, ou teor alcóolico, que indica qual a porcentagem de álcool presente no vinho. Ou seja, considerando 100 unidades de volume de vinho, quantas unidades, em termos de volume, corresponde ao etanol, considerando uma temperatura de 20°C.
Assim, um vinho que tenha 13 unidades de volume de etanol para cada 100 unidades de volume total corresponde a um vinho de 13% de teor alcóolico. Uma forma alternativa de expressar a proporção de álcool, muito usada nos países de língua inglesa, é a expressão ABV (alcohol by volume), ou seja 13% ABV.
Dá para confiar no valor?
Apesar de constar no rótulo do vinho, qual o grau de precisão desta informação? Minha primeira postura sempre foi a de acreditar que ela era 100% precisa (obviamente sujeita a arredondamentos), mas me chamou a atenção que, às vezes, a informação não correspondia àquela que constava no contra-rótulo. Será que vale, por exemplo, os 12,5% do rótulo ou os 12,3% do contra-rótulo? Existe alguma margem de tolerância?
E a resposta para estas perguntas é simples: sim, existe um grau de tolerância para a informação de graduação alcóolica que está impressa no rótulo. Porém, este grau de tolerância varia entre países e regiões, o que faz o uso desta informação um pouco mais complicado do que parece. Cabe ao produtor informar isso, mas ele pode usar esta margem a seu benefício.
Margens de tolerância maiores e menores
Em boa parte do mundo, a margem de tolerância é de 0,5% para cada lado. Assim, um vinho que tenha uma graduação alcóolica de 13,2%, por exemplo, pode ter em seu rótulo informações que variam entre 12,7% e 13,7%. Entre os países que adotam esta margem estão aqueles da União Europeia, Argentina, Brasil, Chile, Coreia do Sul, Índia, Israel, México, Suíça e Reino Unido.
Já uma margem de até 1% é aceita por países como Canadá, China, Japão, Rússia e África do Sul, enquanto nações como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia aceitam um desvio de até 1,5%. Se com uma margem pequena (0,5%) a informação pode ser de pior qualidade, ela se torna quase irrelevante com uma margem tão alta. Por exemplo, um vinho de graduação alcóolica de 12,5% pode ter em seu rótulo qualquer número entre 11% e 14%.
Assim, vale a pena, quando na dúvida, sempre dar uma olhada no contra-rótulo, ou na ausência dele, no site do produtor, importador ou distribuidor. Maior transparência é fundamental no mundo do vinho e, certamente, a quantidade de álcool que existe no vinho é uma informação das mais relevantes.
Fonte: American Association of Wine Economists
Imagem: Juanita Mulder via Pixabay
Olá! Me expliquem uma coisa, por favor: se os vinhos não passam de 20% de teor alcoólico, por que as companhias aéreas os colocam na categoria de bebidas alcoólicas superiores a 24% de álcool por volume, para fins de limitar a quantidade de litros a ser transportada pelos passageiros, nas bagagens de mão e despachada? Vocês saberiam dizer?
Boa tarde! Não tive experiência com voo local, mas há um limite de 12 litros de vinho em voos internacionais, desde que despachado. Não estou ciente desta limitação, vale a pena investigar
Bom dia. Qual a fonte da frase abaixo? “Em boa parte do mundo, a margem de tolerância é de 0,5% para cada lado. Assim, um vinho que tenha uma graduação alcóolica de 13,2%, por exemplo, pode ter em seu rótulo informações que variam entre 12,7% e 13,7%. Entre os países que adotam esta margem estão aqueles da União Europeia, Argentina, Brasil, Chile, Coreia do Sul, Índia, Israel, México, Suíça e Reino Unido.”? No Brasil existe essa tolerância no grau alcólico do vinho para importação?
Boa noite. A fonte, como citado na matéria, é um estudo publicado pela American Association of Wine Economists. Como eles não permitem links diretos, vale a pena buscar o artigo no site deles
Gostaria de saber a nossa questão de trânsito.se tomo um copo de vinho, 200ml, teoricamente se a graduação do vinho for 14%, teria eu tomado 28 ml de álcool.
Qual o volume que a nossa legislação permite?
O peso da pessoa interfere na medicação?
O tipo de alimentação também?
Obrigado.
Excelentes questões! Vamos pesquisar e fazer uma pauta sobre o assunto!