É inegável que a Delacroix possua um dos melhores portfolios de Champagnes de produtores artesanais no Brasil, sendo Larmantier-Bernier um dos destaques. Este produtor tem mais de 30 anos de experiência com cultivo biodinâmico e grande foco na Chardonnay (cerca de 90% de seus vinhedos). Na cantina adota um estilo clássico, com fermentação natural e conversão maloláctica em foudres de carvalho austríaco.
Longitude NV 12%
Este Blanc de Blancs (100% Chardonnay) tem origem em vinhedos de cultivo orgânico e biodinâmico, com colheita de uvas mais maduras que boa parte dos produtores da região. As uvas provêm de três vilarejos Grand Cru (Cramant, Avize and Oger) e um Premier Cru (Vertus), todos na Côte des Blancs. Na adega, o vinho-base ficou um ano com suas lias em foudres, seguido por dois anos sur lattes e dosage de cerca de 3 g/l. No visual, mostrou coloração amarelo brilhante, com olfativo trazendo frutas brancas (maçã amarela), brioche e um toque de avelã. No palato, um Champagne denso e estruturado, com discreto residual, em estilo que preza mais a textura que a verticalidade. Delacroix, R$ 800.
Terre de Vertus 2016, 12,5%
Outro 100% Chardonnay, com uvas provenientes de dois lieux-dits (Les Barillers e Les Faucherets) de orientação sudeste e situados no meio da encosta em Vertus. Produzido pela primeira vez em 1995 como um Champanhe Parcellaire, fica entre os primeiros exemplos de vinhos zero dosage na região. Vinificação também em foudres, com mais de cinco anos sur lattes. Mostrou o mesmo estilo do anterior, porém com muito mais profundidade e textura. Tanto no olfativo como palato trouxe uma presença intensa de notas de leveduras, que contribuíram com um perfil mais umami e salino. Um Champagne aristocrático e imponente, com múltiplas camada e final longo. R$ 1.245.