Last Updated on 2 de novembro de 2020 by Wine Fun
Um vinho especial, por muitos considerado como a obra prima de Stéphane Tissot. Se a Chardonnay é uma uva que saiu da Borgonha e se espalhou pelo mundo, certamente encontrou uma expressão diferente e de altíssima qualidade no Jura, não longe de sua terra natal.
A agricultura é orgânica e biodinâmica, com certificações Ecocert e Demeter. As videiras são cultivadas sem fertilizantes químicos ou produtos sintéticos, com eventuais tratamentos sendo feitos com enxofre, cobre e chás de ervas. A propriedade desenvolve seu próprio composto.
Após colheita manual e fermentação exclusivamente com leveduras indígenas, o vinho foi mantido em barricas de 288 litros, de madeira não de primeiro uso, sobre lias por três anos, sendo seis meses no conceito ouillé e os demais dois anos e meio sous voile. Passa por uma leve filtragem antes do engarrafamento e leve uso leve de sulfitos (1 a 3 mg/l) antes da fermentação.
Degustando
Dourado profundo no visual, no olfativo mostrou laranjas maduras, leve oxidativo, floral e um toque químico, na linha da resina. Alta acidez, encorpado e envolvente, seco e muita mineralidade na boca, magistralmente equilibrado.
Em média são produzidas apenas 1.650 garrafas, e ele infelizmente não chega ao Brasil através de seu importador, até por ser um vinho que supera a casa de 100 euros na Europa. Um verdadeiro vinho artesanal, que pode evoluir por até 25 anos na adega. Cortesia do amigo José Luiz Pagliari.
| Nome do Vinho | La Tour de Curon |
| Safra | 2010 |
| Produtor | Domaine André et Mireille Tissot |
| Enólogo | Stéphane Tissot |
| Uva | Chardonnay |
| Solo | Calcário |
| Graduação Alcoólica | 14% |
| Região | Montigny-les-Arsures (Jura) |
| Denominação | Arbois |
| País | França |
| Agricultura | Biodinâmica |
| Vinificação | Natural |