A Côte-de-Bars é a subregião mais ao sul de Champagne, situada mais perto de Chablis do que de Reims, mostrando o mesmo solo de calcário Kimmeridgiano que a região da Borgonha imortalizada pelos seus vinhos brancos verticais e precisos. Ao contrário de Chablis, porém, na Côte-de-Bars a variedade dominante é a Pinot Noir. Esta é também a especialidade de Dominique Moreau, que homenageou sua avó Marie Courtin ao dar nome à sua vinícola.
Résonance é o vinho de entrada da Champagne Marie-Courtin. Este monovarietal de Pinot Noir tem elaboração a partir de vinhas velhas (40 a 45 anos) de cultivo orgânico e biodinâmico certificados. As parcelas ficam em uma área mais elevada da colina, com solos mais pobres e maior presença de calcário. Na vinificação, após colheita manual, fermentação em tanques de aço inox, com leveduras de cultivo próprio. Três anos sur lattes, zero dosage e engarrafamento sem filtração ou colagem.
Degustando
Um Champagne no qual tensão e verticalidade ganham protagonismo, deixando estrutura e profundidade em segundo plano. Revelou visual com coloração amarelo palha bem claro e perlage abundante, com um olfativo marcado por aromas cítricos (limão), além de discretas notas de ervas verdes, frutas de caroço e leveduras.
No palato, um Blanc de Noirs bem seco e de alta acidez. Se mostrou um Champagne leve e agradável, porém com mousse discreta e sem grande estrutura ou profundidade. Deliciosamente salino, fresco e vertical, é uma opção descompromissada para aperitivos, sobretudo ostras ou mariscos. Chega ao Brasil, mas já esgotou, na Europa custa na faixa de € 60.
| Nome do Vinho | Résonance Extra Brut |
| Safra | 2020 |
| Produtor | Champagne Marie-Courtin |
| Enóloga | Dominique Moreau |
| Uva | Pinot Noir |
| Solo | Calcário |
| Graduação Alcoólica | 12% |
| Região | Polisot (Aube) |
| Denominação | Champagne |
| País | França |
| Agricultura | Orgânica e biodinâmica certificada |
| Vinificação | Baixa Intervenção |