Um Riesling que pode soar bastante diferente para quem está habituado com esta variedade. Até porque foge do padrão tradicional, passando por maceração e fermentação prolongada com as cachos inteiros e envelhecimento com suas lias, em barris de madeira usada. Foi elaborado com uvas com certificação biodinâmica, colhidas manualmente e vinificadas com baixíssima intervenção: uso exclusivo de leveduras indígenas, sem adição de aditivos ou SO2, sem filtragem ou colagem.
Os responsáveis por este perfil inovador? Bianka e Daniel Schmitt formam um casal que vem vinificando juntos desde 2012, a partir de uma vinícola familiar na região de Rheinhessen, na Alemanha. As terras são de propriedade da família Schmitt há mais de 200 anos, mas a grande alteração na condução da agricultura e na vinificação veio somente nos últimos 20 anos.
Degustando
Um vinho peculiar. No visual mostrou um amarelo claro de boa intensidade, com uma leve turbidez. Já no olfativo, abriu com notas de flores brancas e maçãs secas, com uma linha mineral evidente e uma certa presença de acidez volátil. Na boca, um vinho com uma textura bem definida e leve presença de taninos, em um conjunto de elevada acidez, corpo médio e boa estrutura.
Pode ser definido mais como um vinho de meditação, longe da proposta daqueles vinhos naturais que prezam somente pela presença intensa de frutas. Evoluiu bem com o passar do tempo, mas seguiu sendo um vinho que talvez não agrade a alguns paladares. Importado para o Brasil pela La Vinheria, com valor proposto de R$ 229,00 em julho de 2020.
| Nome do Vinho | Riesling |
| Safra | 2017 |
| Produtor | Ökologisches Weingut Schmitt GbR |
| Enólogos | Bianka e Daniel Schmitt |
| Uva | Riesling |
| Solo | Calcário, Loess, Arenito |
| Graduação Alcoólica | 12% |
| Região | Flörsheim-Dalsheim (Rheinhessen) |
| Denominação | Deutscher Landwein Rhein |
| País | Alemanha |
| Agricultura | Biodinâmica |
| Vinificação | Natural |
| Importador no Brasil | La Vinheria |