La Rioja Alta é um dos produtores mais emblemáticos da Rioja, com um portfólio de vinhos centrado em tintos. Durante muitos anos, produziu três Reservas com identidades distintas: Viña Alberdi, Viña Ardanza e Viña Arana. Este último, posteriormente, subiu para a categoria Gran Reserva, enquanto Viña Alberdi e Viña Ardanza permaneceram como Reserva. Entre os dois, Viña Ardanza ocupa uma posição mais destacada e mantém uma composição clássica de Tempranillo e Garnacha (atualmente, em geral, 80% e 20%, respectivamente).
Viña Alberdi, por sua vez, tem elaboração exclusivamente com Tempranillo proveniente das parcelas mais elevadas das propriedades de Rodezno e Labastida, plantadas há mais de 30 anos sobre solos argilo-calcários, entre 490 e 790 metros de altitude. Na vinificação da safra de 2006, após fermentação em tanques de inox, estágio de dois anos em barricas de carvalho americano. O primeiro ocorreu em madeira nova e o segundo em barricas com três anos de uso, passando por quatro trasfegas, antes do engarrafamento em novembro de 2009.
Degustando
A safra de 2006, que recebeu avaliação de “muito boa” do Conselho Regulador da Rioja, registrou calor intenso e seca no verão e no outono. Foram condições que favoreceram sobretudo os vinhedos mais altos, capazes de conservar melhor a água acumulada no inverno. Apesar disso, os vinhos mostraram um leve aumento do teor alcoólico e uma menor acidez em comparação com safras próximas. No visual, apresentou coloração granada de média concentração, com um olfativo intenso e de muita tipicidade. Mesmo 20 anos após sua safra, os aromas de cedro, coco e tostado ainda se destacam, acompanhados por frutas vermelhas maduras (ameixa e cereja) e pelo típico toque balsâmico de Rioja evoluído.
Um vinho degustado dentro de sua janela ideal de consumo. Recentemente, vi um comentário de alguém que havia provado o 2019 e reclamou que o carvalho americano dominou completamente o vinho, o que faz sentido. A resposta é simples: abriu a garrafa cedo demais. Neste caso, um Reserva de acidez média a alta, com corpo médio e taninos já resolvidos de média a alta intensidade. Mostrou-se terciário, com carvalho aparente, porém integrado, fruta vermelha (ameixa), boa profundidade e densidade, fechando com final longo com notas tostadas e balsâmicas. Os vinhos da La Rioja Alta chegam ao Brasil pela Zahil e uma safra mais recente desta cuvée custava na faixa de R$ 480 em julho de 2026.
| Nome do vinho | Viña Alberdi Reserva |
| Categoria | Reserva |
| Safra | 2006 |
| Produtor | La Rioja Alta |
| Enólogo | Julio Sáenz |
| Uva | Tempranillo |
| Solo | Argilo-calcário |
| Graduação alcoólica | 13,6% |
| Sede da vinícola | Haro (La Rioja) |
| Denominação | Rioja DOCa |
| País | Espanha |
| Agricultura | Sustentável |
| Vinificação | Convencional |
| Importador no Brasil | Zahil |